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Quem sou eu? Não interessa! Como também não interessa quem é você, ou melhor, não interessa quem somos. Na realidade o que importa é saber o que somos. Não se dê ao trabalho de pensar porque a conclusão seria a loucura. O final de tudo, para o início de nada.

Apesar desta declaração, seu nome é Josefel Zanatas. Você provavelmente o conhece como Zé do Caixão, ícone do terror brasileiro.

Aparentemente, apenas um cara diferente que tem uma inclinação pelo lado mais obscuro. Mas hoje em dia quem não tem? Em uma época difícil, dono de uma funerária em alguma cidadezinha do interior do Brasil, onde a cabeça era outra, Zé do Caixão é um anti-herói, que sofria discriminação por sua falta de crença em um deus.

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Nem deus nem o diabo, sua única crença é o próprio homem. Para Zé só as crianças são seres puros e sem maldade no coração. Numa busca obsessiva para encontrar uma mulher que compartilhe de seus ideais, ele passa por cima de todos, das maneiras mais sádicas, para poder gerar um filho, um novo tipo de homem, um ser superior, assim como o conceito filosófico de Nietzsche.

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O Zé do Caixão, é uma criação do brasileiro José Mojica Marins. Muito aclamado no exterior, foi considerado por Glauber Rocha como um gênio do cinema. Tendo desenvolvido um estilo próprio para filmar, com uma estética vernacular incrível, Mojica é um dos expoentes do cinema marginal brasileiro.

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A criatura que por muitas vezes é confundida com o criador, quem o interpreta, nasceu de um pesadelo em 1963. Um vulto arrastava Mojica para seu próprio túmulo. Estarrecido ele resolveu criar o personagem. Segundo ele:

Eu fui achando um nome: Josefel – “fel” por ser amargo – e achei também o Zanatas legal, porque de trás para frente dava Satanás.

Graças ao teor de sadismo e crueldade do personagem, seus filmes foram  proibidos durante ditadura militar no Brasil, levando seu trabalho por outros caminhos. Apesar da aparição em vários filmes, a saga de Zé do Caixão é contada em uma trilogia:

À Meia Noite Levarei a sua Alma (1964)

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Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967)

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A terceira e ultima parte da trilogia, foi concluída somente em 2008:

Encarnação do Demônio (2008)

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No mesmo ano, foi lançado Prontuário 666, uma HQ especial, ilustrado por Samuel Casal, que conta o período de 40 anos entre o segundo e o terceiro filme da saga.

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Para saber mais sobre esse grande cara, acesse Site Oficial.

 

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