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Confira os vencedores da edição de 2020 do concurso RISCO

No último dia 7 de junho, foram divulgados os vencedores da edição de 2020 do concurso RISCO, selecionados pela comissão julgadora formada por organizadores do evento, professores de Design da PUC-PR e uma equipe da Revista Zupi.

O concurso de cartazes RISCO é organizado por alunos formandos da graduação de Design da Escola de Belas Artes da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, com o propósito de valorizar o potencial dos alunos, instigando a sua criatividade e poder de criação. O concurso parte do interesse de auxiliar os ilustradores amadores a alavancar na profissão, promovendo prêmios que aumentam a sua visibilidade e incentivam a continuidade do seu trabalho no universo artístico. 

Inspirado pela entrada na nova década de 20, o concurso de cartazes RISCO 2020 teve como tema este ano “a Nova Década de 20”. A ideia foi propor aos participantes criar uma ligação com a década de 1920, conhecida como “anos loucos”, período de explosão social, artística e cultural, resultado de um período pós-guerra.

Apropriando-se do espírito disruptivo dessa época e trazendo para a realidade mundial atual, o concurso RISCO 2020 cria um paralelo entre os 100 anos que separam as duas décadas, explorando pontos que conectem a linha temporal de 1920, a uma perspectiva do futuro para a década atual.

Para a seleção dos cartazes, foram avaliadas as competências Criatividade, Composição, Relação com o tema. Os jurados avaliaram cada projeto com uma nota de 0 a 10, onde a soma dessas notas entre os jurados definiu a classificação final.

Confira os vencedores da edição de 2020 do concurso RISCO

1º Lugar – Geral

Vanessa Yamao @vanyamao

A década de 1920 para a animação ficou conhecida como ERA DE OURO DA ANIMAÇÃO AMERICANA, onde a famosa Disney nasceu. Em 1928, houve um dos maiores feitos pelos estúdios Disney para a época, foram os pioneiros a realizar a sincronização entre filme e trilha sonora, e também foi criado a câmera multiplano que permitia colocar fundos em distâncias diferentes, criando um ilusão da realidade. Nesse ano o camundongo Mickey ganhou destaque na série Steamboat Willie, onde marcou com um episódio que é lembrado até os dias de hoje na cena em que Mickey navega em seu navio assobiando. Uma prova de sucesso na atualidade é a criação de um Funko Pop do Mickey em sua comemoração aos 90 anos (Funko Pop Mickey 90 Years – Steamboat Willie #425).

Após esse feito, surgiram séries de filmes de animação musicais, como Silly Symphonies da Disney, muito popular para a época. Era composta de várias curta metragens com trilhas sonoras e pouco diálogo. Flowers and Trees, foi o sexto filme da série e o primeiro a utilizar o recurso technicolor three strips, que tornava possível a colorização usando três cores.

O objetivo do cartaz é misturar o estilo de ilustração usado na década de 1920, onde se utilizava apenas preto, branco e tons de cinza (para a pintura) e seu estilo de personagens muito marcantes. A relação trazida com os dias de hoje é ilustrado com artefatos tecnológicos e estilo contemporâneo trazendo a moda e o estilo, porém trazendo a linguagem da década de 20, havendo a junção de épocas.

Técnica: A técnica utilizada foi a vetorização, que foi usada para criar o desenho principal; a montagem da composição com os anos ao fundo; a aplicação de texturas e efeitos para passar a sensação de algo antigo, aplicando granulação e sobreposições de imagens.

1º Lugar – Voto Popular

Julia Grochocki @juliagrochocki

”O paradoxo 20”

Os séculos tendem a seguir seu percurso de tempo normal quando são cuidados e lapidados por viajantes do tempo, mas uma pequena falha no sistema causa um colapso entre duas eras. Os universos paralelos se chocam, a linha temporal deixa de ser linear. Agora 1920 e 2020 são o reflexo de um passado que vive no futuro, a realidade está a deriva do efeito de um paradoxo temporal que está nas mãos de uma habitante do início do século passado, tendo que desafiar o espaço-tempo para lidar com duas extraordinárias eras dos ”anos loucos”.

Técnica: Desenho/Pintura digital

2º Lugar – Geral

Guilherme Silveira de Andrade Haus @gui.haus15

O cartaz tem como objetivo criar um contraste entre os 100 anos de história que separam 1920 e 2020, apresentando certos elementos que marcaram cada época, como instrumentos musicais e a forma de se socializar com as pessoas. A estrutura do cartaz foi baseada em cartas de baralho e na carta de tarô “O mundo”, a 21° Arcana que representa o fim de um ciclo e a preparação para um novo começo.

TÉCNICA: Ilustração digital (Adobe Illustrator)

2º Lugar – Voto Popular

Lila Fisbein @lilafisbein

Fez um paralelo entre a arte moderna da década de 20 e a arte contemporânea da nossa era. Escolheu o Autorretrato (Manteau Rouge), de Tarsila do Amaral, participante da Semana de Arte Moderna de 1922 e Comedian, uma peça de 2019, do artista italiano Maurizio Cattelan. A obra consiste em uma banana colada na parede com fita adesiva e, quando foi vendida, por $120,000 dólares, chamou muita atenção da mídia. Não quis diminuir nenhum tipo de arte, apenas exaltar suas diferenças e semelhanças. Em sua época, Tarsila era revolucionária e suas obras foram julgadas ruins e sem valor, junto com vários outros artistas modernos que estavam em busca de transformar a arte para algo mais livre. Da mesma maneira, a obra de Maurizio foi julgada como se não fosse arte. Para a autora, arte é aquilo que vem de dentro, aquilo que o artista quer expressar dentro daquele contexto histórico, independente da sua forma. “Tarsila abriu portas para que pudéssemos ser mais livres na hora de nos expressar através da arte e isso é muito valioso”.

Técnica: Ilustração digital.

3º Lugar – Geral

Stefany Moratelli Puchetti @stepuchetti

“20’s e uma mesma luta.”

A década de 1920 ficou conhecida como “anos loucos”, sendo uma das grandes responsáveis a mudança de valores e de libertação da mulher; elas deixaram seus espartilhos e passaram a usar cabelos curtos, pálpebras pintadas de cor escura, lábios vermelhos, etc. Atualmente é possível notar o grande avanço do feminismo e suas conquistas desde a “libertação dos espartilhos”. A obra tem como objetivo demonstrar duas mulheres que representam, através de algumas características, suas épocas e ao mesmo tempo demonstram ter algo em comum que cada vez mais cresce e que neste novo 20’s tende a se fortalecer e conquistar muito mais pela libertação da mulher. Portanto, duas mulheres, duas épocas, duas décadas e uma mesma causa. “Fight for equality.”

Técnica: Pintura digital e manipulação de imagem

Favoritos Zupi

Letícia Cristina Soares de Paula @cris.leh

Novo viés da liberdade e restrição pessoal, relacionado a luta de liberdade feminina nos anos 1920, quando as mulheres começavam a usar roupas de banho mais livres, como maiôs, e a restrição Covid-19, onde existe a necessidade de se manter distante e seguro. Ou seja, é a relação ganho, perda e manutenção da liberdade pessoal.

Técnica: Desenho e pintura digital
Helen Skorupski Sloboda @helensloboda

Nesta obra foi abordado o tema: Década de 20 e todos os conceitos envolvidos da época, como a quebra de padrões das mulheres, que começaram a utilizar cortes de cabelos curtos, maquiagens escuras e calças. Na ilustração foram utilizados vários elementos que representam os sentimentos de repressão e liberdade. A tesoura remete a questão de “cortar o passado”, ou seja, quebrar os preconceitos trazidos pela sociedade, como também no utilizando o sentido literal. O jornal e os pássaros representam a forma de expressão das mulheres. O batom, o espartilho, as flores, o salto alto e a fita métrica representam a ideia de “feminilidade” e a “fragilidade” das mulheres na época. Já o espelho quebrado, o colar de pérolas e os cabelos cortados incorporam a série de mudanças que aconteceram na época e a quebra de padrões impostas na década de 20. As cores utilizadas na ilustração são mais próximas do marrom pois remetem ao passado e a coisas envelhecidas/esquecidas. As formas são mais fluidas e mostram uma transição do mundo arcaico para um futuro inovador.

Técnica: Primeiramente a ilustração foi realizada tradicionalmente no papel, como rascunho e depois feita digitalmente pelo photoshop, baseada no desenho original.
Raquel Daleffi Zocoler @lungsout

A obra conceitualiza a quebra dos estereótipos de feminilidade ao longo das décadas, a partir de janelas digitais com imagens que formam uma cronologia visual.

Técnica: Colagem digital.

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