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Portugal

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[Zupi] Qual é a sua trajetória?

Um cara que nasceu e cresceu nos subúrbios. Se tivesse nascido no campo, talvez fizesse land-art e não street-art. O meio foi minha maior influência, mas agora tento moldá-lo a minha maneira. Não que eu tenha a pretensão de mudar as coisas. Quem pensa que pode fazer algo assim sozinho está perdendo tempo. Mas aos poucos vou ganhando meu espaço.

[Zupi] Como você desenvolveu seu estilo no graffiti?

A cada dia aprimoro um pouco o meu trabalho, na tentativa de nunca ficar preso a uma técnica. O ideal é experimentar coisas novas.

[Zupi] Por que o uso de tantas cores em seu trabalho?

Talvez seja pelo estimulo que as cores provocam. Mesmo quando abordo assuntos delicados, prefiro dar-lhes uma roupagem colorida. Essa característica me faz lembrar a figura do palhaço como metáfora do comportamento humano. Muitas vezes mesmo tristes, temos que fazer os outros sorrirem.

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[Zupi] Existe o uso de algum elemento recorrente em seus trabalhos?

Existem muitas simbologias pelo meio. Mas isso eu prefiro não explicar, se não perde a graça. Como tudo na vida, o bom é ir decifrando as coisas. A vida sem surpresas é demasiada chata.

[Zupi] Qual é a temática de suas criações?

É muito abrangente. Mas existe a predominância de temas relativos ao ambiente social urbano e suas formas de relação.

[Zupi] Você tem o intuito de passar alguma mensagem específica com o seu trabalho?

Talvez até demais. Mas tenho conseguido me controlar e passar uma mensagem com aspecto mais sublime (risos).

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[Zupi] Em sua opinião, o graffiti é uma arte que ainda está marginalizada?

Não só esta marginalizada, como também vem sendo proibida. Além de não ver perspectiva de mudança, não entendo o porquê disso. Parece que quanto mais qualidade e variedade, mais proibição e perseguição.

[Zupi] Quais são as dificuldades para quem desenvolve esse tipo de arte?

Tanto em Portugal quanto na Espanha, o principal obstáculo é a polícia, que quando pega um grafiteiro aplica-lhe uma multa. Algo em torno dos € 300.

[Zupi] Atualmente, o que você tem feito?

A minha prioridade nos últimos seis anos: desfrutar ao máximo da vida! Em 2005, mudei-me de Caldas da Rainha (Portugal) para Barcelona (Espanha) e me apaixonei definitivamente por esta cidade. Todas estas culturas, cheiros e atitudes misturadas no mesmo lugar. Barça é irada, mas a próxima parada será o Brasil.

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[Zupi] De que trabalho você sente mais orgulho em ter realizado?

As minhas fanzines. Já editei várias publicações do gênero. Os primeiros foram em 1998 com uns colegas. Em 2000 comecei a editar a SABONIZ (o meu projeto “fanzineiro” mais extenso), que contava com muitas colaborações. As últimas fanzines que editei são um pouco diferentes. Resultam de “jam sessions” de desenho com outros artistas. Mistura pura e fina. Normalmente faço umas 50 cópias de cada fanzine.

[Zupi] Você já realizou alguma exposição?

Sim. Já participei de muitas coletivas e poucas individuais. Seja como for, exposições não são minha prioridade, pois continuam muito elitistas. Chegam a um grupo de pessoas muito limitado. Gosto que a minha mensagem vá além. É claro que fico contente quando me convidam para expor ou para publicar algo, mas prefiro esperar convites a me fazer de convidado.

[Zupi] Quais são as dicas para quem está começando no graffiti?

Pinte pelo gosto de pintar e não apenas porque é algo que está na moda ou para parecer rebelde. Mas é importante ressaltar que todos são bem-vindos às ruas.

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