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Titi Freak
São Paulo, Brasil

Confira mais trabalhos aqui.

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[Zupi] Qual o tipo de ilustração que você mais gosta de fazer e por quê?

A minha, sem compromisso… Esboços, sketchs…

[Zupi] Você tem um estúdio no qual trabalhe com outras pessoas ou você trabalha por conta própria?

Eu tenho um estúdio no qual trabalho sozinho, por conta própria e para outras pessoas…

[Zupi] Sobre os projetos pessoais, você acha que existe diferença entre o que é trabalho pessoal e o que é profissional?

Depende do tipo de projeto pessoal, do quê a pessoa está desenhando e para quem. Ás vezes faço desenhos para mim, por momentos, sem nenhum vínculo para venda ou para outra pessoa, e que pode ser um trabalho pessoal, que é feito para mim e me agrada. Mas se pego esse mesmo trabalho e coloco à venda, transformo ele em trabalho profissional.
É que às vezes o profissional pode ser o traço que tenho, a idéia que coloco, ou simplesmente a técnica. Vivo do meu desenho, pois sei o que vale e o que não vale nada de meus desenhos…

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[Zupi] Como você começou a adquirir seus clientes? Existe diferença para hoje?

Existe. Antes eu mostrava para eles o que seria legal ou interessante fazer, mas ninguém se interessava muito por desenhos, quadrinhos e grafitti. A parada era computador. Hoje, com toda a mídia em volta do grafitti, mostrando o trabalho e a idéia desses artistas, os clientes nos procuram! Aprenderam a enxergar a arte que a gente mostrava. Mas ainda tem muita coisa pra rolar e aparecer.

[Zupi] Há algum trabalho que tenha te marcado?

Todos. Todos os trabalhos que foram realmente profissionais, foram importantes para minha carreira.

[Zupi] De onde você extrai suas referências visuais? Existe algum artista inspirador?

Do meu dia-a-dia, das pessoas, do estilo e visual e os artistas que me inspiram são os mesmos que saem comigo. São amigos de pessoas próximas, posso comentar com elas sobre… Mas gosto de muitos ilustradores e grafiteiros, gosto muito desses artistas contemporâneos urbanos.

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[Zupi] Existe algum elemento que você aplique mais aos trabalhos?

O urbanismo.

[Zupi] O que o inspira?

A cidade e as pessoas…

[Zupi] Quando você percebeu que realmente tinha vocação para o que faz?

Quando comecei a provar algumas coisas que faço e depois de ter feito alguns trabalhos com bom resultado. Mas não sou designer, só mostro coisas que me agradam!

[Zupi] Conte um pouco sobre sua infância e como o grafitti chegou a você neste período?

Sempre desenhei. Desde que engatinhava já rabiscava as paredes de casa. Comecei minha carreira como desenhista de HQ nos Estúdios Maurício de Souza. Trabalhei com quadrinhos durante uns 7 anos. Conheci o grafitti em 95 com os Gêmeos e comecei em 96… A partir daí meu estilo de desenho mudou completamente.

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[Zupi] Você considera difícil trabalhar com o grafitti no Brasil? Você acha que é uma arte que ainda está marginalizada?

Nunca imaginei que fosse conseguir dinheiro com o grafitti. Sempre fiz ilustrações, quadrinhos, animações, para poder pagar minhas contas. Com o tempo, a força dessa arte que é o grafitti começou a tomar conta da mídia, clientes e produtoras. E com as exposições de grafitti, as pessoas que criticavam começaram a olhar com outros olhos…

[Zupi] Algum comentário final?

Obrigado.

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