Tika, A Antimusa e o ‘faça você mesmo’ na era da música digital

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A edição de fevereiro da Zupi trouxe, na seção Bandas, oito artistas da música independente nacional divulgando e distribuindo singles (e um álbum completo) através dos qrcodes do QRtunes.

Elaboramos três perguntas para os artistas da edição com a intenção de trazer o leitor mais próximo da realidade do mercado da música independente nacional. Cada qual com seu estilo, conta para os leitores da Zupi um pouco da sua trajetória, do single escolhido para a edição, da sua percepção sobre o mercado musical, a evolução da música digital e a questão empreendedora que, inevitavelmente, envolve a carreira do artista independente.

Música é um negócio bom. E pode ser um bom negócio. O empreendedorismo musical é a nova versão do ‘Do It Your Self’ e deve ser encarado como ferramenta indispensável em toda a cadeia produtiva do mercado musical, especialmente no Brasil, mercado ascendente e prolífero em diversidade e qualidade criativa, de produção e técnica. Independentemente de estilo ou gênero, estar ligado no que está rolando ao seu redor e estar preparado para as diversas oportunidades e circunstâncias pares e ímpares que uma carreira artística oferece é estar no presente de olho no futuro.

A primeira da série de conversas é Tika, cantora paulista de voz refinada, empoderada que vem muito bem acompanhada no single A Anti-musa, que você ouve aqui. Surpreendentemente lindo.

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– Tika, conte-nos um pouco sobre a história d’A Antimusa e esse arranjo primoroso que vocês criaram em estúdio. Qual a história dessa parceria com o Rômulo Fróes?

Eu conheci o trabalho do Rômulo há alguns anos através de um programa de TV no Canal Brasil – tocou “A Anti-musa” no programa e eu amei a música (que tem melodia do Rômulo e letra do Clima); aprendi a tocar no violão e a cantá-la, na época. A Anti-musa faz parte do meu repertório desde o meu primeiro show autoral em 2014, no Festival Contato, em São Carlos/SP. Depois de uns 40 shows, mais ou menos, resolvi registrá-la em estúdio com os músicos da banda que me acompanhou nesses shows. O resultado dá pra baixar aqui no QRTunes :)))

– A música digital está aí e veio pra ficar. Seja através do streaming ou do download, não há mais como isso não fazer parte do dia-a-dia. A disponibilidade de download gratuito de álbuns em diversas plataformas é uma realidade que abala as estruturas convencionais. O CD está mais para portfolio do artista que produto de consumo. Por fim, parecendo andar contra a corrente, ressurgem o vinil, a fita cassete e as técnicas analógicas de gravação. Será o fim do CD? É ficção científica ou pura nostalgia?

Eu acredito no fim do cd, mas acho que levará uns anos ainda. O consumo de música está indefinido no Brasil, a maioria vai pro Youtube, outros para o streaming, como Deezer e Spotify, outros compram em aplicativos, alguns ouvem rádio, compram cd, e outros ficam perdidos e não consomem música. Já o vinil e outras opções analógicas são produtos únicos e originais, artísticos, adoro colecioná-los e, assim como eu, muitas pessoas também gostam.

– Vivemos a era do empreendedorismo e a música independente embarcou forte nessa onda, até porque não tem como gerenciar a carreira, produzir álbum, show e turnê sem estar a par do que está acontecendo ao seu redor. No entanto, isso não quer dizer que tem que fazer sozinho. Tudo acontece muito rápido com a internet e não há como (nem porque) fugir dela. Todo e qualquer passo precisa ser planejado, seja o lançamento do álbum, o projeto do financiamento coletivo pra turnê no interior do estado, a inscrição em um edital de cultura, a participação em um canal do Youtube, etc. E tudo isso é muito positivo no que diz respeito à construção do artista para o mercado musical. Há quem ache que o artista perde a atenção para com a criatividade e a performance. Como você enfrenta o dia-a-dia de ser artista independente dentro dessa realidade? Você se considera um empreendedor?

Eu faço todas essas coisas que você mencionou, então acho que sou empreendedora! Se eu tivesse alguém trabalhando comigo nessa parte prática, com certeza, algumas questões andariam mais rápidas, como assessoria de imprensa, distribuição das músicas e turnês. Eu gostaria muito de ter que gastar menos tempo com isso, e usá-lo com minhas criações artísticas e bem estar. Quero que naturalmente isso aconteça.

Conheça mais do trabalho de Tika aqui 

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