The times they are a-changin’

Ou nem tão diferentes assim… Bob Dylan é um músico inigualável. Suas composições começaram por influência de Joan Baez e de outros músicos do meio oeste americano, que se apresentavam perto da divisa do Rio Mississipi. Na década de 1960, uma virada aconteceu em sua carreira com a troca do violão country por guitarras e instrumentos elétricos. A contracultura se tornava então marca do seu cancioneiro, que ia muito além de suas belas músicas. A atitude politizada, a subversão social são exemplos que podem ser citadas a respeito de Bob Dylan.

Como um músico multifacetado e multicultural, Dylan também é artista plástico. Sua primeira experiência pictórica se apresentará a partir desta semana em uma galeria de Londres. As dez obras de cores brilhantes são parte de uma série conhecida como The Drawn Blank Series, que começou com pinturas feitas enquanto estava em turnê entre 1989 e 1992. As obras apresentam temas e lugares de suas canções. Em comunicado oficial, Dylan afirma que só desenhou o que era interessante para ele e depois pintou. Para apresentar alguma mudança em relação a sua atitude, Dylan dispara: “Não estou tentando fazer comentários sociais ou aprofundar a visão de alguém”. Mas sabemos que isso nunca vai se alterar.

Os tempos e as escolhas sempre mudam na vida de Bobby, o que faz bem para a música e para a arte. Sua postura oposta ao que se fazia na época marcou um legado na sociedade, que infelizmente é pouco lembrado. Porém, na arte, seu trabalho é incontestável, sendo ainda reproduzido, uma vez ou outra. Ainda bem.

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