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Conheça SAMPA GRAFFITI, projeto de Paulo Taman que conta com um diversos vídeos sobre os maiores nomes da arte de rua paulistana. O primeiro vídeo da série traz a arte de Vado do Cachimbo. Confira os belos trabalhos do artista, leia a entrevista que fizemos com o idealizador dessa grande ideia e descubra como participar da iniciativa.

 

[Zupi] Paulo, como surgiu a ideia de criar esses documentários sobre a cena do graffiti paulistano?

O projeto nasceu de uma coincidência, se é que existe o acaso. Em 2006, surgiu a idéia de fazer um documentário independente sobre graffiti. Fiz diversas pesquisas sobre o tema, em busca de referências e possíveis personagens. Nessas pesquisas, encontrei o artista Vado do Cachimbo e vi que poderia ser um dos entrevistados. Mas, naquela época, o projeto não foi adiante. Em janeiro desse ano, fui ao Beco do Batman, na Vila Madalena, gravar imagens do local e, para minha surpresa, o Vado estava lá fazendo um trabalho. Propus uma entrevista e ele topou. Surgiu aí o primeiro episódio do projeto SAMPA GRAFFITI.

[Zupi] São Paulo é uma cidade de grande expressão artística. Por que entre as diversas formas de arte que podem ser encontradas por aqui você optou por retratar o graffiti?

Gosto do perfil democrático e acessível que tem o graffiti. Qualquer um, nas ruas, independentemente da cultura ou do dinheiro que possua, pode admirar essa modalidade artística. Por isso e pelo aspecto estético, sempre fui um fã do graffiti. Esse interesse pessoal foi o que motivou a escolha.

[Zupi] Como é feita a escolha dos artistas retratados?

O traço do artista é muito importante na escolha, mas, acima de tudo, o que busco são boas histórias. A série tem um fio condutor em comum, o graffiti, mas cada episódio tem o seu tema em particular. O primeiro episódio mostra ideias de um artista da velha guarda. No segundo, é  explorado o poder de protesto do graffiti. Já o terceiro episódio traz a história de um cara que teve sua vida transformada pelo graffiti.

[Zupi] Como avalia a arte de rua existente na capital paulista?

O graffiti brasileiro é um dos mais admirados do mundo. A criatividade dos artistas daqui é surpreendente. Andando pelas ruas da cidade você tem contato com verdadeiras obras de arte dos mais variados estilos, é uma galeria de arte a céu aberto. É clichê, mas é verdade.

[Zupi] Quais seus grafiteiros preferidos?

Eu sou fã do trabalho de vários grafiteiros já reconhecidos, como osgemeos, Titi Freak, Vitché, Stephan Doitschinoff e muitos outros. Mas, agora, com a série, estou tendo a oportunidade de conhecer o trabalho de vários grafiteiros ainda anônimos para o grande público e estou curtindo muito. São artistas muito talentosos que ainda vão dar o que falar!

[Zupi] Sampa Graffiti é um projeto independente? Quais as maiores dificuldades envolvidas no projeto?

Tenho tido sorte e me deparado com ótimos profissionais. Não acho que esteja tendo dificuldades, mas, claro, todo apoio é bem-vindo.

[Zupi] Como é possível participar desse projeto? Interessados podem se candidatar a ele?

Com certeza podem! Os grafiteiros que quiserem participar da série podem enviar, para o e-mail sampagraffiti@gmail.com, links com imagens de suas obras, telefone para contato e um texto sobre o seu trabalho.

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