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Renato Alarcão

Niterói, RJ

[Zupi] É possível perceber uma variação na sua ilustração e também na sua obra, a qual possui traços mais caracterizados em alguns momentos e mais realistas em outros, além da técnica de montagem. O artista deve ter esse leque de opções em sua composição?

Há todo tipo de artista, desde o que se mantém constante ao longo de sua obra, sempre fortalecendo a identificação do seu estilo, e há os que vêem cada trabalho como uma oportunidade de tentar algo diferente do que havia feito antes. O primeiro tipo acaba por criar para si uma assinatura gráfica. E se for bom, começa a ser copiado, inclusive.

Eu particularmente tenho traços diferentes para poder atender diferentes mercados, além dos livros, revistas, jornais, produtos, publicidade. Hoje encontro oportunidades de aplicar estilos super diferentes a cada projeto, como as três peças da campanha da Nextel publicadas na Zupi.

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[Zupi] Quais são as referências mais explícitas em suas criações?

Nunca parei pra pensar nisso.

[Zupi] Você lida com conceitos antes de fazer alguma ilustração ou prefere o método de criar na hora, sem realizar um pensamento prévio?

Frequentemente desenho com foco na mensagem que quero transmitir. Trabalho guiado pela ideia de que a ilustração é uma arte muito boa para quem curte contar histórias.

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[Zupi] Fale um pouco do seu premiado trabalho ‘Crianças Urbanas’

As ilustrações da série ‘Criancas Urbanas’ são de 1995 e foram criadas como projeto de graduação (TCC) no curso de design gráfico da UFRJ. Eu tinha 25 anos na época em que fiz aquelas aquarelas e logo na saída da faculdade este trabalho me abriu as principais portas profissionais. Foi publicado como ensaio de cinco páginas na revista semanal de um grande jornal do Rio de Janeiro, editoras me procuraram e cinco anos depois foram publicadas no catálogo anual da Society of Illustrators de Nova York.

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[Zupi] Você desenvolve trabalhos para o universo infantil. Como eles se diferenciam de suas criações mais densas? Existe esse distanciamento entre as ilustrações para criança e as mais autorais e subjetivas?

Sim, tenho diversos livros infantis. Na verdade acho que os desenhos são os mesmos, apenas busco trabalhar bem a construção psicológica dos personagens para que as crianças se identifiquem mais com eles.

[Zupi] Como enxerga o mercado de ilustração e os artistas de hoje no país?

Escrevi longamente sobre este assunto na revista Ilustrar. Convido os leitores da Zupi a acompanhar minhas colunas lá.

[Zupi] Com sua vasta experiência e reconhecimento no Brasil, o que teria a dizer a quem está começando agora e deseja fazer da arte um trabalho além de uma casualidade rotineira?

Seja curioso. Seja observador. Desenhe, cole, escreva muito e sempre. Mantenha um sketchbook ativo. Aprenda a administrar suas finanças com inteligência. De graça para quem pode pagar, nunca (ou quase nunca). Participe de algum projeto colaborativo que resulte em peças gráficas legais. Seja ousado quando for a hora e prudente quando recomendável. Tenha auto-estima.

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Confira mais do trabalho de Renato Alarcão acessando www.renatoalarcao.com.br

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