#Reciclovia: ciclovias de São Paulo amanhecem com intervenções do Pimp My Carroça

A Pimp My Carroça, iniciativa que dá visibilidade aos catadores de materiais recicláveis através da arte e conta com o apoio de ciclistas, catadores, artivistas e outros coletivos vem promovendo há algum tempo o movimento #reciclovia, que reivindica a alteração do Decreto 55.790/14 da Prefeitura de São Paulo, que autoriza o uso das ciclovias por triciclos, skates, cadeiras de rodas e outros modais, mas não menciona explicitamente a liberação para as carroças puxadas à mão. Com isso em vista, na noite de ontem (2 de junho), mais de 25km de ciclovias receberam mais de 400 sinalizações com ícones de carroças.

Os catadores são expostos aos riscos do trânsito, sem segurança e ainda dependem da interpretação de cada agente ou cidadão para poder usar as ciclovias sem que sejam recriminados. Muitos catadores já passaram por situações onde foram hostilizados, como é o caso do Gabriel Santos: “Nem sempre dá pra usar a calçada. A carroça é um veículo não poluente, sem bateria, não usa água; só arroz e feijão. O motorista de ônibus odeia nóis, eles gostam de tirar uma fina por brincadeira. Os motoristas de carro estão começando a respeitar mais, pelo menos na região central” contou o catador ao pessoal do Pimp My Carroça.

Depois de quatro meses de mobilização e diálogo com a Secretaria Municipal de Transportes, o Secretário Adjunto de Transportes comunicou que a alteração do decreto estava em andamento, mas ainda não havia sido publicado. Enquanto isso, o movimento continuará atuando para que o direito de ir e vir seja uma realidade para os carroceiros, e também para que haja um trabalho de formação dos fiscais e agentes de trânsito para que respeitem a utilização das ciclovias pelos catadores de materiais recicláveis.

O movimento também repudia as apreensões das carroças, ação cada vez mais recorrente na cidade de São Paulo. Para o artivista Mundano, “O catador faz 3 grandes serviços para a sociedade, todos não remunerados: a limpeza pública, a coleta seletiva e a logística reversa. E mesmo contribuindo com a cidade, ainda precisa lidar com a falta de reconhecimento pelo seu trabalho”.

O cicloativista Daniel Guth apoia a iniciativa de dividir as vias com os carroceiros para que a cidade de São Paulo se torne cada vez mais humana, inclusiva, e que ofereça segurança aos catadores de materiais recicláveis. “É fundamental promover a inclusão plena dos carroceiros na cidade e, tanto o decreto quanto as estruturas cicloviárias, podem ser o início deste processo. É natural e inato, para os ciclistas, compartilharem as ciclovias”.

Para apoiar a #Reciclovia e para mais informações, clique aqui.

Entenda no vídeo abaixo:

Confira fotos da ação:
reciclovia-zupi Foto por Martha Cooper

reciclovia-zupi2 Foto por Silvia Ballan

reciclovia-zupi3 Foto por Silvia Ballan

reciclovia-zupi6 Foto por Felipe Meirelles

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reciclovia-zupi8 Foto por Fábio Miyata

reciclovia-zupi9 Foto por Gonzalo Cuellar Mansilla

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reciclovia-zupi12Reciclovia Vigente

reciclovia-zupi13 Por #Reciclovia

 

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