Os mosaicos de Vik Muniz no metrô de Nova Iorque

 

 

Os nova-iorquinos não aguentavam mais de tanta ansiedade para ver a linha de metrô da segunda avenida finalizada. A obra de 4,5 bilhões de dólares começou a ser construída em abril de 2007, mas somente em janeiro deste ano começou a funcionar.

Mais do que curiosidade – e pressa, o que tem atraído muitas pessoas ao local são os trabalhos de artistas residentes convidados pelo departamento de arte da companhia de transporte urbano da cidade, a Metropolitan Transportation Authority (MTA), para dar vida às paredes de quatro estações.

Quem desce na rua 63 – a única estação que já existia – e nas novíssimas estações das ruas 72, 86 e 96 – vai encontrar galerias com as criações permanentes de Jean Shin, Chuck Close, Sarah Sze e também do artista brasileiro Vik Muniz.

 

Trabalhando durante toda a sua carreira entre Rio de Janeiro e Nova Iorque, o paulistano Vicente José de Oliveira Muniz sempre declara em suas entrevistas que conhece muito bem o metrô da Big Apple. A série “Perfect Strangers”, criada por ele, foi inspirada nas pessoas que passam diariamente por lá.

Apesar do título da obra, nem todas as pessoas representadas pelo artista na estação da rua 72 são desconhecidas ou tão estranhas. Ele mesmo aparece em uma cena em que tropeça e deixa cair uma mala cheia de papéis. Muniz também convenceu seu filho a vestir uma fantasia de tigre e posar para seus retratos.

“No metrô você realmente não se lembra de nada além das pessoas. Você se lembra dos personagens e compõe histórias sobre eles”, disse o artista em entrevista ao The New York Times.

Vik Muniz é conhecido por utilizar materiais e métodos não convencionais para (re)criar imagens retiradas da cultura pop e história da arte. Suas obras aparecem em coleções de museus internacionais, como o Museum of Modern Art (MoMA), Metropolitan Museum of Art, Guggenheim Museum e Whitney Museum.

 

O documentário “Waste Land” (Lixo Extraordinário), indicado ao Oscar em 2011, mostra o processo de criação do artista com a colaboração de catadores de materiais recicláveis do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, desativado em 2012. Vik Muniz também foi diretor artístico da cerimônia de abertura dos jogos paralímpicos de 2016 no Brasil.

Os mosaicos de “Perfect Strangers” foram fabricados pelo estúdio Franz Mayer of Munich, que tem trabalhos que podem ser vistos em espaços públicos de diferentes países.

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