Apesar de sabermos que a felicidade, por ser um conceito relativo, não tem uma fórmula certa nem uma descrição objetiva, desde 2012 a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU (SDSN) convida os países a medir o nível de felicidade de suas populações. A causa do World Happiness Report, como foi chamado o estudo, é nobre: acredita-se que o nível de bem-estar dos habitantes de um território pode ser um grande indicador do desenvolvimento social e econômico de um país. Assim, ao entender as deficiências e eficiências nesse campo, as políticas públicas podem ser melhor pensadas, elaboradas e aplicadas.

A ideia de levar em consideração o bem-estar da população e não necessariamente o dinheiro e o poder para rankeá-los é um conceito relativamente novo. O primeiro World Happiness Report foi publicado depois do Encontro da Alta Cúpula das Nações Unidas sobre Felicidade e Bem-Estar de 2012 – o último, publicado no último dia 23, é apenas o terceiro da série. No entanto, o resultado do estudo editado por John F Helliwell, Richard Layard e Jeffrey Sachs não é tão diferente assim dos outros rankings: não coincidentemente, os países mais felizes do mundo também figuram entre os primeiros da lista de mais ricos.

O World Happiness Report leva em consideração seis fatores-chave: paridade do poder de compra per capita, expectativa de vida (levando em conta os anos saudáveis), apoio social (como ter pessoas com quem contar em tempos difíceis), confiança (em relação à corrupção), liberdade para tomar decisões e generosidade (medida pelas doações feitas recentemente).

O estudo tem ao todo 172 páginas e vai bem mais longe do que apenas uma listagem dos países mais felizes do mundo. O mapa abaixo, por exemplo, mostra a avaliação nacional das vidas das populações: um pesquisador pediu para as pessoas avaliarem suas vidas atualmente numa escala de 0 a 10 – sendo 0 a pior vida possível e 10 a melhor. Os resultados foram divididos em 10 grupos, sendo o verde mais escuro para as médias mais altas e o vermelho mais escuro para as mais baixas. Confira:

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O Brasil aparece em 16º lugar. A seguir, a lista com os 10 países mais felizes do mundo. :

 

10. Austrália

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Moana Beach, Austrália (foto via)

 

9. Nova Zelândia

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Lago Rotoroa, Nova Zelândia (foto via)

 

8. Suécia

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Foto por Mads Bødker

 

7. Holanda

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Rei Willem Alexander, Rainha Maxima e sua família (foto via)

 

6. Finlândia

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Helsinki: abertura da Aleksanterinkatu Christmas Street (foto via)

 

5. Canadá

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Foto por Karim Corban

 

4. Noruega

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“Egentlig Glede” significa “Encanto Real” (foto via)

 

3. Dinamarca

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Foto por Tjook

 

2. Islândia

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Foto via

 

1. Suíça

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Foto por Tambako the Jaguar

 

 

 

Em contrapartida, os últimos cinco países da lista são Ruanda, Benim, Siria, Burundi e Togo, todos na África e no Oriente Médio. Esperamos que, mais do que ressaltar a felicidade nos países do topo do ranking, essa lista possa trazer reais melhoras na qualidade de vida às regiões menos felizes do planeta.

Para acessar o estudo completo, visite a página oficial do World Happiness Report.

 

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