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O homem que fotografava espíritos

Registrar a imagem de espíritos. Era essa a promessa de alguns fotógrafos do século XIX, que afirmavam ser capazes de capturar através de suas lentes a alma de pessoas falecidas.

Um dos mais notórios representantes dessa misteriosa arte, o norte-americano William Mumler (1832–1884), era dono de um sinistro acervo fotográfico, que contava com a presença de vultos e espectros de todos os tipos. Apesar da fama crescente e da confiança de uma seleta clientela, como ex-primeira dama Mary Lincoln, viúva do presidente Abraham Lincoln; o juiz da Suprema Corte de Nova York, John Edmonds e o editor da revista norte-americana Waverly Magazine, Moses Dow, Mumler era considerado uma fraude por muitos fotógrafos, que buscavam provar, através de demonstrações diversas, os métodos fraudulentos utilizados na realização dos registros paranormais.

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Mary Todd, viúva de Abraham Lincoln, posa com o suposto fantasma do marido.

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Assim, em abril de 1869, o artista foi processado e chegou a ser preso, graças a uma denúncia do jornal nova-iorquino The World. A presença secreta de um assistente coberto por um manto (diante da necessidade de exposição prolongada – as pessoas chegavam a posar imóveis por quase um minuto para serem fotografadas – a presença repentina de um pessoa em segundo plano bastava para criar na imagem final uma figura quase transparente), o uso de espelhos e dupla exposição no filme utilizado foram algumas das possibilidades de fraude sugeridas por grupos que se mostravam céticos ao trabalho de William Mumler.

Porém, por falta de provas concretas – nenhum dos acusadores havia investigado o processo de trabalho do acusado in loco -, Mumler foi absolvido e continuou exercendo seu polêmico trabalho até o fim da vida.

Se mesmo hoje, com a disseminação de métodos voltados à manipulação de imagens, as fotos de Mumler causam um certo espanto, imagine o assombro do público que as observasse no início do século XIX.

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