O todo de En Masse

En Masse é uma colaboração de mais de 200 artistas de todo o mundo; baseada em Montreal, Canadá, e unida por um único máximo – a arte precisa ser preta e branca. Os murais do En Masse são uma massa fervilhante de linhas arrojadas que retratam o mundo metamórfico do surrealismo pop. Imagine se as portas da percepção foram arrancadas de suas dobradiças e que você está olhando no buraco do coelho em um turbilhão de imagens monocromáticas que rodam fora de controle. Os proprietários de seus imóveis estão implorando Em Masse por uma cacofonia de caos para tatuar suas paredes; e o condutor do caos – Jason Botkin.

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Gaining Mass(e)

A En Masse foi originalmente um projeto criado por Tim Barnard e eu, em 2009, na galeria Pangee. Nós tínhamos tido carta branca da bela Old Port de Montreal e decidimos que seria interessante criar uma exposição de estilos, mostrando o trabalho de diversos artistas locais que nós sabíamos que não tinham exposições feitas.

Dois minutos depois, pensando que essa era uma das ideias mais ridículas que já fizemos, nós acabamos caindo na ideia de cobrir as paredes da galeria em papel ou tela, e convidando esses mesmos artistas (28 no total), para uma enorme e experimental exposição em preto e branco. O conceito mudou muito pouco desde o início. É uma profunda e simples fera na essência, mas poderosa no processo.

O projeto desenha a vida de vários artistas que fazem parte do projeto para explorar a criação de uma visão coletiva; funciona melhor do que o que qualquer outra pessoa poderia criar sozinha.

“EM MASSE” é uma boa expressão, tendo o mesmo significado em inglês e francês (uma coisa coisa). Deriva do francês e quer dizer “como um todo”, ou “tudo junto”.

Essencialmente existem apenas três pessoas que administram o EM; Eu, Rupert Bottenberg e Fred Caron. Mas três não é a resposta certa.. nós já trabalhamos com certa de 200 artistas internacionais e esse número continua a crescer.

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Unicorn Bloog and Powdered Dreams of Children.

Quando se trata do desenho em si, muitas vezes eu sinto que meu papel é o de um baixista… mantendo o ritmo apertado. Eu trabalho muitas dessas coisas, e muitas vezes quando me perguntam quais são os meus trabalhos nas paredes, eu me esforço para achar uma boa resposta. Minha mão está em todos os lugares, mas principalmente no apoio na parte da composição, de padrão e de qualidade de linha, fazendo com que algumas peças se destaquem e que outras caiam de volta.

Nós muitas vezes comparamos o processo com o Jazz, por sua espontaneidade e expressão de forma livre. Ao trabalhar em projetos, a música é sempre tocada e realmente dá ritmo a todo o processo.

A paleta limitada nasceu a partir do trabalho pessoa de Tim Barnard e eu. A paleta monocromática permite aos artistas de diferentes estilos e técnicas a se misturarem em um “todo” harmônico.

As redes que nos construímos através do trabalho em conjuntos tem sido incrível e duradoura. É muito difícil passar na vida apenas com o nosso próprio vapor! Nós, como artistas, especialmente nesse dia e época de mudanças, precisamos fazer sólidos esforços visando o suporte de cada um e a força de nossas comunidades, o que também significa buscar pelo nosso público com o objetivo de os engajá-los em uma conversação significativa. Às vezes o público não recebe a mensagem… nós precisamos educar, e não ceder e criticar a ignorância.

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Ocasionalmente, você pega um artista que realmente não é da vibe do projeto por qualquer razão desconhecida… eles podem ficar muito ofendidos com pessoas tocando seus trabalhos, por exemplo… é difícil deixar pra trás às vezes. Isso é raro, se lembre, mas quando acontece, e acontece, é bastante complicado. Mas é uma parte da experimentação que me deixa bastante intrigado… esse diálogo entre as pessoas é memorável!

Algumas camadas de ego precisam ser derramados pelos artistas para que a coisa funcione. Mas quando isso acontece, a satisfação do que resulta do projeto pode ser tão boa… além das palavras! Nós realmente apontamos quanto mais atenção possível para a publicidade dos artistas. A contribuição individual deles para o todo e tão importante, o que é muito claro para um observador atento de uma peça da EM.

Um intercâmbio crítico surge dessa ação colaborativa; O que acontece em uma comunidade em que vivemos quando artistas com diferentes backgrounds trabalham juntos, borrando as barreiras entre “alta” e “baixa” culturas, por exemplo?

O que acontece quando começamos a moldar novas e coletivas visões, compartilhadas realidades e construímos fortes alianças através do fato de criar algo maior do que qualquer um de nós poderia ter conseguido sozinhos? Quer conscientemente reconhecida por pessoas ou não, eu sinto que as conseqüências do trabalho colaborativo são muito reais e presentes, se o trabalho é feito às vezes em um nível seguro e sutil.

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The Exquisite Corpse

As pessoas geralmente começam com suas próprias coisas, e depois, com o espaço se esgotando, são forçadas a descobrir como resolver o problema, e, espontaneamente, o que fazer depois. Esse é um jogo bem legal, mas um difícil quebra-cabeça às vezes. Existem artistas que são muito bons em começar uma obra, e outros que são os melhores em terminá-las. É preciso um desses artistas que se vislumbra terminando uma obra, ou que pode ao menos fazer isso, para realmente trabalhar junto.

O produto final é sempre um documento interessante, mesmo que meio previsível na estética. Eu acho que esses trabalhos lindos e infinitamente fascinantes, mas são bem melhores que muitos se olharmos para o mapa na nossa mente. Alguns artistas que fizeram isso antes conseguem, agora, ter fluidez em sua abordagem com o projeto, e as obras podem ser facilmente lembradas… um dos melhores desenhos que já vi!

Como o “exquisite corpse” jogo dos surrealistas, te coloca em um quadro criativo da mente, e então as coisas boas começam a borbulhar na superfície. Sem isso seria pesado. Essa coisa precisa crescer e expandir, e não depende de nenhum artista ou grupo para viver. Nós somos cautelosos para que as pessoas saibam que isso pode ser abordado… as portas estão bem abertas.

Em termos de influências-chave, olhe o trabalho de Tim (www.timbarnard.com). Um homem da EN MASSE army. Como uma criança minha e do Tim, esse bebe se parece muito com os pais (ou mães.. nunca realmente descobri qual é o papel de casa um nessa!)

As pessoas tentaram descrever a arte do EM como neo pop ou pop surrealista ou melhor ainda, nas palavras imortais de Robert Williams (Que Ele Viva Para Sempre): “Cartoon-tainted abstract-surrealism”. É.. eu gosto dessa!

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Inside Out

Trabalhar dentro ou fora de uma galeria são dois ambientes totalmente diferentes. Ambos são programados para diferentes propósitos, mas, em última análise, o objetivo é o mesmo. Para mim, a atividade fundamental da arte é a de comunicar. Nada mais. A única diferença de artista para artista, movimento para movimento, é o que exatamente foi escolhido para se falar. A configuração afeta essa mensagem, às vezes de um jeito bom, e às vezes em um jeito bem negativo. Realmente depende de vários fatores.

Você pode criar trabalhos em uma galeria que nunca sobreviveriam na rua, e vice versa.

Mtl tem sido a casa base do projeto EM, mesmo que tenhamos tido muita sorte de viajar pelo mundo inteiro com essa coisa.

A cultura do graffiti e arte de rua ainda está viva e bem no Mtl… têm uns trabalhos muito bons e talentosos saindo desse lugar… Eu estou muito orgulhoso de fazer um pouco de parte disso!

A polícia/autoridade ainda têm de realmente acabar com a arte de rua… e isso é bom para nós até certo ponto. A história não é mesma em lugares como NYC ou Edmonton, aos quais viajamos nesse verão. Muitos dos artistas de lá tiveram que se esconder por leis muito estritas e pesadas. Nós ficamos chocados nesse ambiente.

Nós fizemos certa de 60 murais e algumas instalações. Até agora fomos a 14 cidades: Toronto, NYC, Ottawa, Hamilton, Winooski VT, Miami, Detroit, San Diego, Tijuana, Quebec City, Victoriaville e Boucherville.

A cena cultural muda muito de cidade para cidade. Nossa experiência internacionalmente ainda é limitada, mas às vezes nos chocamos com as diferenças.

Detroit foi uma experiência incrível. Os artistas lá vivem nas ruínas de um colapso sonho americano. Viajando para lá eu tive a noção do que é ter responsabilidade social através da arte. É um negócio poderoso.

Edmonton foi muito diferente nesse assunto..
Nós estamos alinhando muitos projetos para o futuro. Exportação é uma grande conquista.

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Nós também desenvolvemos um monte de atividades pedagógicas, chamada EN MASSE for the MASSES (EN MASSSE pour les MASSEs – www.EMPLM.org). É um negócio muito excitante, e é dirigido pela Katie Green e o Dave Todaro, dois artistas muito talentosos.

Muitas e muitas direções para explorar!

 

Referências

  • Twitter:@enmasseproject

Parceria de conteúdo com Global Street Art book

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