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O processo criativo do 3º Desafio de Design Odebrecht Braskem

Há quatro meses, 18 alunos de seis universidades paulistanas embarcaram numa jornada rumo à capacitação profissional. Os estudantes de Design de Produto e de Arquitetura e Urbanismo da Belas Artes, da FAAP, do Mackenzie, da São Judas, da Unip e da USP participam do 3º Desafio de Design Odebrecht Braskem (sobre o qual você já leu aqui na Zupi), onde são estimulados a criar mobiliário urbano usando o plástico como matéria-prima em duas categorias diferentes: social (cadeira, mesa e banco) e kids (playgrounds). O Desafio é realizado pelas empresas Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR) e Braskem, em parceria com a Tramontina e Freso.

“O mobiliário urbano vem ganhando espaço nas grandes cidades mundiais e também em São Paulo. A importância de tratarmos desta temática é poder fomentar o design através de peças diferenciadas e inovadoras, potencializando a funcionalidade e sustentabilidade”, destaca Monica Evangelista, responsável por desenvolvimento de mercado de Polipropileno na Braskem.

Falta pouco tempo para os projetos das equipes serem submetidos a um júri selecionado e finalmente conhecermos os vencedores do Desafio. Nessa reta final, visitamos a Agência Mais Packing, onde os participantes passam suas tardes como estagiários, interagindo entre si e o mercado através de ações práticas para a criação das peças propostas.

maispacking-zupi3 maispacking-zupi4 Alunos do Mackenzie e da FAAP em um dia de trabalho

De acordo com Alessandro Camara, designer da Mais Packing, apesar de os alunos estarem organizados em equipes que representam as faculdades, eles trabalham como designers estagiários. A importância do projeto: capacitá-los para que saiam do desafio não apenas como participantes, mas como profissionais. “A ideia é que os alunos saiam daqui com experiência suficiente para atuarem como designers no mercado de trabalho, consolidando o conhecimento adquirido na universidade”, conta.

No primeiro mês, os participantes receberam uma grande carga informacional, passando por um intenso processo de pesquisa, entendimento, interpretação do conceito por trás do Desafio. Nesse período, fizeram pesquisas de campo, tiveram contato com especialistas e participaram de várias reuniões internas para compartilhar conhecimento. Além disso, participaram de encontros e capacitações com as empresas responsáveis por essa edição do Desafio, Braskem e Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR), e com as parceiras Tramontina e Freso. Outro destaque do período foram as visitas aos empreendimentos da OR que receberão o mobiliário e os fóruns com os arquitetos renomados desses empreendimentos, que orientam os participantes e contam suas experiências.

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Alunos da São Judas e da USP em um dia de trabalho

“Estruturamos um programa de capacitação em processos de injeção e rotomoldagem, que podem ser utilizados nas peças que os alunos estão criando, assim como nas características dos plásticos (Polietileno, Polipropileno e PVC), além de aprofundar no conceito de sustentabilidade, baseado na Avaliação de Ciclo de Vida” afirma Monica.

Para chegar ao final do processo com um projeto que tenha qualidade profissional, há a orientação e o acompanhamento diário dos profissionais da agencia e das empresas envolvidas.

O desenrolar do desafio apoia-se sobre quatro pilares: a pesquisa, o conceito, criação e finalização. Na fase atual do processo, cada equipe já fez a apresentação de 3 conceitos diferentes. Depois dessa apresentação, uma das opções é escolhida e a ideia é refinada juntamente aos engenheiros das empresas em uma reunião técnica, onde são discutidos os ajustes finais e a aplicabilidade do produto.

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Alunos da UNIP e da Belas Artes em um dia de trabalho

Para Valentina Ferrari, estudante de design da FAAP e uma das participantes do projeto, essa oportunidade de desenvolver todas as etapas do projeto com a orientação e o acompanhamento dos profissionais das empresas envolvidas no desafio são os grandes diferenciais desse processo todo. “Uma das coisas mais legais de tudo isso é poder desenvolver um projeto do inicio ao fim, passar por todo o processo – desde a conceituação até os modelos 3D e adequação do projeto às especificações técnicas – além de ter o contato direto com profissionais da área, uma experiência que não temos na faculdade”, conta a estudante, que também revela que, os alunos convivem entre si de maneira muito amigável, inclusive ajudando uns aos outros. “O clima nunca foi de competição, cada equipe vai fazer o seu melhor, mas isso não impede que haja um clima amigável entre todos, e fico feliz ao ver que mesmo com projetos diferentes podemos nos ajudar“, declara.

 Na agência, os alunos ficam divididos em três salas, sendo duas equipes (de categorias diferentes) por ambiente. Além de toda experiência profissional com a qual são contemplados, o desenvolvimento pessoal também é um fator muito importante para os participantes.

Quer saber como se encerra esse ciclo? Fique ligado aqui na Zupi!

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