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O primeiro comercial da Barbie com um menino

Pela primeira vez em 56 anos, um menino fez parte de um comercial da Barbie. A campanha é da linha de bonecas feitas em parceria com a casa italiana de moda Moschino, lançada (e esgotada em menos de um dia) na semana passada. Apesar de tratar-se de um “fauxmercial”, um comercial não veiculado na TV, mas produzido pela Mattel e com direção criativa de Jeremy Scott (o diretor criativo da Moschino declaradamente fã da boneca), ainda assim a peça 30 segundos assistida por mais de 1 milhão e meio de pessoas abriu algumas discussões sobre gênero no universo da publicidade infantil.

animation

“Quando elaborei o conceito do fauxmercial da Moschino Barbie, foi natural que pensar em um menino para fazer parte e representar todos os garotinhos que, como eu o fiz, brincam de Barbie”, escreveu Scott à BBC. O garotinho é, de fato, uma figura inspirada no diretor criativo da Moschino, e o comercial, uma paródia da publicidade feita nos anos 80.

Mesmo não sendo um comercial veiculado na TV, a peça demonstra uma tentativa da Barbie (e da Mattel?) de se mostrar mais inclusiva, já que, ainda que em 56 anos não houve nenhum menino em nenhum comercial – porque ainda há o conceito socialmente construído de que bonecas são brinquedos de menina – garotos também podem ter essa afinidade com as mini-pessoas de plástico (que não sejam Max Steel e G.I. Joe). Ao assistir um comercial como esses, meninos que gostam de brincar com Barbies talvez se sintam um pouco mais representados e com menos vergonha de serem quem são.

 

Recentemente, a Mattel lançou um comercial que também ganhou a internet, onde mostrava pequenas garotas empoderadas sonhando com suas futuras profissões, em posições de liderança. A campanha Imagine de Possibilities desconstrói o estereótipo de que as meninas brincam de boneca para aprenderem a serem mães e donas de casa para mostrar que meninas brincam de Barbie para sonharem em serem o que quiserem (mães e donas de casa também).

No entanto, a Barbie continua é o símbolo da “imagem ideal” feminina, enfatizando o padrão eurocêntrico magro, loiro, de olhos azuis, e etc. Essa é a ressalva do público que aplaudiu os comerciais recentes. Aguardemos os próximos passos da Mattel.

 

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