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O prazer de ser um outsider: LA’S Mear-1

LA’s Mear-1 traz décadas de experiência para sua arte. Refinado e politicamente motivado, Mear reflete sobre ter crescido em um ambiente difícil e sobre sua apaixonante luta para aumentar a consciência humana. Suas pinturas contém detalhes incontáveis que o deram o devido respeito que somente um master contador de histórias visuais poderia conseguir. Único, eu acredito que muitas de suas obras são de qualidade de museu. Ele também pinta paredes regularmente.

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Entrevista

Eu não frequentei uma escola de arte já adulto. Na verdade, eu abandonei o ensino médio nos anos 90. LA era uma cidade de influência gangster com muitos problemas. Na escola os gangsters batiam e roubavam, então eu saí. Depois eu fui direto trabalhar com arte – fazendo murais. LA era uma boa cidade para se ganhar dinheiro nos ano 90; é relativamente fácil de se sustentar lá.

Eu desenvolvi o Melrose Alleyway / Hall Of Fame por volta dos anos 90 [A Alleway é uma famosa hall of fame que fica atrás da Melrose Avenue, perto de West Hollywood]. Claro que outros garotos, como Hex e Minor, também contribuíram.

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Meu amigo SK8 se juntou à CBS crew [Can’t Be Stopped, uma famosa crew de graffiti em que o Mear foi um membro muito ativo]. SK8 foi morto por um trem em LA em 1993 e isso mudou minha vida dramaticamente. Eu percebi que essa forma de arte poderia te matar. Logo depois eu me afastei da parte ilegal do graffiti.

Eu parei de ser praticamente o quarto elemento do hip-hop graffiti e decidi achar um lugar na história da fina arte. Nos anos de 94/96 eu senti que não precisava me limitar sem só fazer spray com tintas e eu comecei a fazer mais pinturas e acrílicos. Por causa do meu background do graffiti minhas pinturas são muito grandes. Meus trabalhos agora são praticamente todos feitos em óleo (desde 2000).

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Eu vejo a arte como uma entidade – eu sinto que a comercialização da arte nos anos 70 levou a uma estagnação da arte no mundo. Eu acho que a arte se tornou parada e então tentou se reinventar nos anos 80 com o hip-hop. A arte se fez inacessível para os ricos e as elites; ela se voltou para os pobres e para as ruas.

Agora a arte graffiti se tornou parte da fina arte. Quando eventos como o “See No Evil”, em Bristol, se tornarem tão famosos e aceitos será muito tedioso. Mas até agora eles ainda representam as desigualdades sociais e ainda é interessante.

Eu sou fascinado pela ciência. História, ciência e a ideia de consciência são grandes influências no momento. Temas chave das minhas artes são: política, história e ciência, filosofia, interpretações da consciência e minhas experiências na terra. Eu gosto que a minha arte seja um espelho da sociedade e faça com que as pessoas pensem sobre elas mesmas. Eu estou indo fundo na filosofia na minha arte e como eu posso viver isso em minha vida. O que você faz com o seu tempo é uma chave na vida, somado a como você contribui para a realidade/sociedade. Então, sim, eu estou tentando expandir minhas técnicas e filosofias; é nisso que estou investindo no momento.

 

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Eu ainda pinto fora de LA mas somente com permissão. O departamento de polícia de Los Angeles é muito perigoso. Pessoas foram baleadas e mortas pela polícia por violações no trânsito quando eles estavam tirando suas carteiras para mostrar suas identidades. Eu mantenho o meu trabalho legal. LA é caótica, isso nunca mudou.

Ver No Evil em Bristol é demais. Eu tenho gostado de ver arquitetura antiga em no Reino Unido. É legal ver o contraponto entre o antigo e a moderna forma de arte [graffiti/street art] com todos esses bons artistas. É uma experiência muito humana. E mais, eu posso conectar com meus genes; Eu sou branco e da América então me sinto bem na Europa.

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A arte tem a habilidade de liberal o potencial dos humanos e nós podemos compartilhar isso um com o outro. Quanto mais eu compartilho mais eu aprendo. Tudo o que eu adiciono à minha vida me ajuda a crescer: a arte tem sido o meu vaso de crescimento!

Referências

www.mearone.com

www.facebook.com/pages/MEAR-ONE/290156246477

Parceria de conteúdo com Global Street Art book

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