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Maureen Miranda
Curitiba, Brasil

Confira mais trabalhos aqui.

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[Zupi]Maureen, como você define o estilo de suas ilustrações?

Eu acho que é um estilo bem feminino. Antes eu desenhava com bico de pena. Agora, eu estou começando a arriscar com aquarela e canetinha com água. É um estilo bem detalhado. Uso traços romântico e detalhista, eu não sei a hora de parar de desenhar. Na verdade, uso traços firmes que mudam com o tempo. Fica um traço reconhecido, mas os estilos mudam. O livro “Botei um Ovo” e a série “As Puta Veia” possuem estilos diferentes, mas sempre com os mesmos traços.

[Zupi] As técnicas de desenho que você utiliza é que definem seu estilo?

Já tentei pintar em outros materiais, como tela, mas não me adaptei. As técnicas de bico de pena, canetinha com água, colagem e nanquim são as que melhor se adaptaram ao meu estilo. É o material perfeito que eu encontrei para meu estilo de desenho, uma coisa busca a outra. Não foi uma coisa muito pensada, simplesmente aconteceu. Meu trabalho combina com esses tipos de técnicas.

[Zupi] As ilustrações têm uma proposta específica ou alguma mensagem a ser passada?

É tudo muito intuitivo, nada é racional. Não há uma mensagem certa que eu queria passar, é tudo inconsciente como a técnica e o estilo que simplesmente acontecem. Eu costumo muito pintar meus sonhos ou retratar meu estado de espírito. Por isso, cada obra irá te passar uma coisa. Meus desenhos deixam um leque aberto para as pessoas sentirem o que elas quiserem. Mas a proposta mesmo é mostrar meu trabalho. Eu, simplesmente, parei de desenhar e colocar na gaveta. A proposta é mostrar as coisas que eu penso, mostrar a minha visão da vida.

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[Zupi]Qual é a fonte de inspiração do seu trabalho?

Nada é criado totalmente de você. A gente vive em um mundo tão louco, cheio de informações, então tudo te inspira. Os artistas plásticos que mais me influenciam são o Gustav Klimt e o Egon Schiele. Não que eu os imite, mas me inspiram. O dia-a-dia, a vida, as pessoas nas ruas, as coisas que vejo. Tudo é uma fonte de inspiração.

[Zupi]Podemos analisar seu livro, “Botei um Ovo”, como uma espécie de diário?

Na verdade eu escrevo um diário, tenho vergonha de falar isso, mas eu escrevo. Às vezes fico dois anos sem escrever e volto. Quando tive a idéia do livro eu entreguei meu diário ao André Coelho, foi quem me ajudou a montar a obra. E quando ele terminou de analisar os escritos uma parte estava grampeada e disse: “Essas páginas não podem entrar no livro, essas páginas podem”. É curioso, por que com certeza é um diário, e muitas pessoas não percebem isso.

[Zupi] E a série “As Puta Véia”, quando surgiu essa idéia?

Foi uma loucura. Fui a um festival de teatro em São José dos Campos. Eu tinha uns 17 anos, passeando sozinha pela noite para conhecer a cidade e me encontro com essa figura. Ela existe, a Puta Véia é uma pessoa, ela não tinha uma pé! Era uma prostituta de uns “cem anos”. Ai eu pensei: “Nossa, isso viraria um bom desenho”. Depois fui aprimorando. Tive a idéia de transformar em série: A Puta Véia do Lar, A Puta que Pariu, A Puta Enxaqueca. Fiz uma grande brincadeira com o nome de puta. São ilustrações cheias de detalhes. A partir dessa idéia surgiram os cartões postais dentro de uma bolsinha para rodar na esquina, que é uma grande brincadeira também. É a mesma personagem em diversas situações. Mas esse projeto é muito polêmico. Já foi vetado várias vezes, no Brasil estamos engatinhando ainda nesse sentido.

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[Zupi] Quais são as novidades para os próximos meses?

Eu passo minhas obras para as camisetas, então eu pretendo transformar a série “As Puta Véia” a nível industrial em camisetas, esse é um plano para Agosto. E em setembro, eu irei ilustrar para a Revista TPM, espero que todos gostem e conheçam um pouco mais do meu trabalho.

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