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Mathieu Lehanneur, Gerson de Oliveira e Giorgio Bonaguro discutem os rumos do design em evento da Design Weekend

Em round table promovida  hoje (16) pelo Pullman São Paulo Ibirapuera, hotel oficial da Design Weekend 2013, a  Zupi foi convidada a bater um papo com os designers Mathieu Lehanneur (França), Gerson de Oliveira (Brasil) e Giorgio Bonaguro ( Itália). Os três discutiram os rumos que o design mundial tende a tomar . Concordam que, em um mundo cada vez mais global, referências locais, que recuperam tradições e trabalhos artesanais, unidos à tecnologia e novos materiais, podem consolidar projetos inovadores.

no fundo, é o homem quem cria. É sempre o cérebro

Mathieu Lehanneur acredita que o futuro desenhado pelas novas tecnologias caminha para uma situação ” hyperlocal”, na qual os designers irão perder o controle exclusivo da criação de objetos. Para ele, as novas tecnologias vêm consolidando um mundo no qual as pessoas podem criar, em casa, coisas muito legais. Ele admite que essa situação assusta, no entanto, ” se aceitarmos esse fato, coisas interessantes, que envolvam usuários finais e os designers, podem ser produzidas”, conclui.

[figcaption text=”Les Cordes, por Mathieu Lehanneur”]Les-Cordes-chandelier-Mathieu-Lehanneur-zupi[/figcaption]

Gerson de Oliveira concebe a tecnologia como um modo de dar forma às coisas.  A tecnologia mudou a forma como o homem pensa suas criações. Encontrar a tecnologia certa para concretizar uma criação é um importante passo no processo criativo. No entanto, para ele,” no fundo, é o homem quem cria. É sempre o cérebro”.

[figcaption text=”Tiras, por Gerson de Oliveira”]tiras-gerson-de-oliveira-zupi[/figcaption]

Giorgio Bonaguro amedronta-se quando o assunto é tecnologia: teme que as novas tecnologias engulam o que ele considera como tesouros. “Seria muito triste perder muitas de nossas tradições”. No entanto, admite que coisas interessantes podem surgir da união entre tecnologia e tradição.

[figcaption text=”Vasos de raiz, por Giorgio Bonaguro”]roots-vases-giorgio-bonaguro-zupi[/figcaption]

 Os designers podem criar qualquer coisa, mas se a sociedade não aprovar, não vai vender.

Outro assunto abordado foi a criação de ambientes multifuncionais, ideia que parece ainda não ter caído no gosto das massas. Quanto a isso, Mathieu Lehanneur, diz que gostaria de acreditar que os designers pudessem modificar os costumes da sociedade, no entanto, o que para ele de fato acontece, é que a sociedade cria os designers de seu tempo. ” Os designers podem criar qualquer coisa, mas se a sociedade não aprovar, não vai vender.”

A discussão esquentou quando designers e jornalistas começaram a falar sobre novas invenções e sociedade. Os estrangeiros presentes na sala admitiram estar impressionados com o trânsito de São Paulo. Outra conclusão uniu os três entrevistados: mais que criar produtos inovadores, temos que redesenhar as cidades. Os protestos contra o aumento da passagem do transporte coletivo no Brasil foram mencionados para registrar  a demanda da sociedade por uma cidade mais acessível.

Nas grandes cidades, não ter um carro, é liberdade

Como sugeriu o jornalista Walter Bettens, da Damn Magazine, ao fazer design, os estudantes deveriam pensar em felicidade. ” Há necessidade de repensar nosso modo de viver. Nas grandes cidades, não ter um carro, é liberdade”, esbravejou. Bettens fez um apelo àqueles que ainda estão na faculdade: ” sejam visionários e pensem em como, vocês designers, podem contribuir no desenvolvimento de uma qualidade de vida melhor do que a que conhecemos hoje”.

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