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Marcio Moreno
São Paulo, Brasil

Confira mais trabalhos aqui.

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[Zupi] Como tem sido a sua trajetória no mundo da ilustração?

Fiz cursos de desenho, design e animação e, atualmente, curso Artes Visuais no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Realizei minha primeira exposição em março de 2007, no Museu de Santo André, e em janeiro de 2008, no Clube Berlin (São Paulo).
Comecei trabalhando como arte-finalista, aos 16 anos. Nesta função, passei por duas empresas. Aos 19 anos, entrei em uma agência de publicidade e propaganda – onde estou até hoje – como designer gráfico. Também atuo como ilustrador free-lancer há dois anos.

[Zupi] Quais as técnicas que utiliza nos seus trabalhos?

Gosto de experimentar de tudo; acho que cada trabalho pede um material específico. Uso bastante nanquim, guache, canetas hidrocor, esfereográficas, lápis de cor, giz de cera e faço colagens com texturas. Costumo também arte finalizar e colorir no Photoshop e, às vezes, trabalho com vetores.

[Zupi] Existe alguma definição para seu estilo? Quais são as fontes de inspiração?

Acho que não tenho um estilo específico, mas muita influência das histórias em quadrinhos, do graffiti. Também vejo muita coisa das artes plásticas, minha grande paixão. Em minha opinião, a inspiração está no dia-a-dia, na cidade, nas pessoas; gosto de observar as pessoas, os jeitos delas, os costumes.

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[Zupi] Você procura passar algum conceito através de seu traço, alguma mensagem específica?

Gosto de experimentar. Pesquisar novos registros e caminhos para o desenho: como posso resolver isso, como posso resolver aquilo. Isso diversifica o traço. Na ilustração, os conceitos aplicados são definidos pelo trabalho a ser realizado e a parceira diretor de arte – ilustrador; Sendo assim, a definição do conceito depende de como o caminho do trabalho foi traçado. Já nas artes plásticas, procuro sempre explorar alguns temas urbanos, o cotidiano, situações que nos passam despercebidas. Esse é meu fio condutor para os projetos de artes. A cidade nos abre um amplo leque de caminhos a serem explorados, sempre com questões muito interessantes.

[Zupi] Você prefere trabalhar com temas definidos ou livres?

Acho que os dois são interessantes, desde que se consiga explorá-los e resolvê-los da forma correta. Alguns são mais fáceis em função do seu repertório pessoal. Outros mais difíceis, porém são os que acabam nos ensinando coisas novas e ampliando o conhecimento.

[Zupi] Atualmente, o que você tem feito na ilustração?

Faço alguns trabalhos, como cartões virtuais para um provedor, e também ilustro um livro escrito pelo escritor Daniel Bernardinelli (https://www.bernardinelli.blogspot.com), que se chama “A menina que não gostava de matemática”. Trata-se de uma série de livros infantis, todos escritos pelo Daniel e ilustrados por mim.

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[Zupi] Qual o tipo de mídia você tem maior prazer em ilustrar?

Gosto muito de impressos em geral. Devido à influência do design gráfico, sempre fico ansioso para ver o resultado final impresso. Também gosto de ilustrar livros infantis e revistas, embora não o faça com freqüência. No entanto, busco oportunidade para realizar mais esse tipo de trabalho. Seria uma forma para ganhar estabilidade na carreira de ilustrador.

[Zupi] Você mantém projetos pessoais? Se sim, quais?

Estou começando a fazer um fanzine com o jornalista e ilustrador Edson Lovatto (https://www.blogdolovatto.zip.net). Ainda não decidimos um nome especifico, mas em breve estará disponível por aí. Também estou procurando participar de novas exposições e desenvolver alguns projetos sociais.

[Zupi] De que trabalho você sente mais orgulho em ter realizado?

Gosto de todos. Não tenho isso de orgulho pelo trabalho. Faço com muito amor e tento me dedicar ao máximo em todos eles. Isso faz com que eu me apegue aos meus trabalhos.

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[Zupi] Qual a sua visão a respeito do mercado da ilustração hoje?

Que o mercado está saturado, isso todo mundo sabe. Mas ficar falando disso toda hora me enche o saco. Desanima um pouco quem está começando. E outra, qual a área que não está saturada? São raríssimas hoje em dia… O que vejo como problema é a falta de ilustradores profissionais, aqueles que trabalham por um preço justo, com um contrato justo e com boa qualidade. É algo que precisa ser resolvido. No Brasil, esse mercado abre boas oportunidades. Por mais que não pareça, a área de ilustração vem crescendo e surgindo novas possibilidades para se trabalhar.

[Zupi] Quais são as dicas para quem está entrando no mercado agora?

Antes de começar a me aventurar na área de ilustração, pesquisei muito sobre o mercado: funcionamento, como cobrar, os contratos, quais as possibilidades de trabalhar, entre outras coisas. E ainda continuo pesquisando. Isso me ajudou e me ajuda bastante. Uma boa dica é ler o Guia do Ilustrador, excelente para quem está iniciando.

[Zupi] Quais as novidades para os próximos meses?

Nos dias 5 e 6 de abril, eu vou participar da exposição Ponto de Partida, na Casa da Cultura de Santo Amaro, das 9h às 18h. Quem quiser acompanhar o meu trabalho e obter mais informações sobre o evento podem acessar o meu site, também.

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