Mais dentes para sorrir: Dulk

Quaisquer detalhes dos personagens de Dulk são legais. Desde suas bocas com dentes grandes até suas expressões confusas. O que eu mais amo é que os personagens do Dulk estão em casa em qualquer lugar: em paredes, como ilustrações e figuras. Você pode concluir olhando para o trabalho de Dulk que ele tem experiência em design gráfico, o que dá a arte dele um sentimento muito moderno. Que lugar é melhor do que aqui? Que hora é melhor do que agora? Que dente maior do que os de Dulk?

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Getting Down with Dulk

Eu sempre fui cercado por animais: cavalos, cachorros, gatos, peixes e pássaros especificamente. Meu pai os criava e eu sempre o acompanhava para levar comida pra eles e vê-los nascendo e crescendo.  Eu amava isso. Na minha infância eu lembro das tardes no sofá com meu pai. Eu tinha várias enciclopédias em preto e branco e eu me lembro de gastar horas desenhando elegantes, tigres, leões – todos os animais do livro. Isso me vez o que eu faço hoje.

E também, quando eu era uma criança minha mãe sempre tinha um notebook com ela, que ela me dava para me acalmar quando eu estava nervoso. Ela dizia que era a única forma de me acalmar. Por toda a minha vida eu vou agradecer a minha mãe por guardar cada um de meus desenhos que eu fiz na minha infância. Hoje eu vivo no campo, em uma vila em Valência, na Espanha, e eu ainda sou cercado por animais, incluindo meu porco José!

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Sobre o meu nome, é uma longa história. Tudo começou quando eu conheci um grande amigo. Desde que eu era criança eu sempre desenhava com lápis, mas meu amigo foi o primeiro a me fazer acreditar que pegar uma lata de spray era como pegar um lápis e isso me cativou. Quando eu estava com 18 anos, nós andávamos de skate todos os dias na rua da minha cidade; quando íamos descansar nós tínhamos um notebook para desenhar. Todos os dias meu amigo me dizia que eu deveria fazer a mesma coisa nas paredes e então eu acabei fazendo. Meu amigo sugeriu o nome Dulk. Infelizmente, ele morreu alguns anos atrás em um acidente. Meu nome agora honra sua vida.

Antes de eu começar a pintar graffiti aos 18 anos eu já tinha pintado alguns quadros e feito mais desenhos. De qualquer maneira, foi quando eu comecei o graffiti que eu levei o que eu estava fazendo mais a sério e eu decidi realizar todas as coisas que estavam na minha cabeça.

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Nesse mesmo ano eu comecei estudando economia na universidade e, do mesmo jeito de quando eu era criança, eu passava as aulas desenhando em cadernos de matemática e estatística. Eu durei um ano na universidade e então sai. No próximo ano eu mudei de cidade e comecei a estudar ilustração. Minha vida mudou completamente. Eu tive sorte o bastante de conhecer pessoas ótimas que me adotaram em seu grupo, a qual eu faço parte hoje: Wildcans.

Daqui eu comecei a combiner ilustração na rua e ilustração no papel e isso deu início ao que eu estou fazendo hoje. Anos depois eu estudei design gráfico na Universidade de Valência. Esse foi um estágio diferente e muito construtivo para o meu trabalho. A educação me ajudou a ir em frente; aprender é uma coisa que deve ser feita todos os dias!

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Hoje em dia eu pinto na vila onde vivo. Eu já vivi em diversas cidades e são todas muito diferentes. Algumas são mais complicadas que outras. Independente de onde estou, eu pinto. Desde que eu estou no mundo da arte de rua eu visitei muitas cidades que eu nunca imaginei que eu fosse visitar, por causa da pintura. Eu adoro viajar e conhecer pessoas. Que melhor maneira do que fazendo o que você ama? Eu já pintei na Itália, Bélgica, Holanda, Portugal, França e Inglaterra. Cada cidade é diferente e cada uma te dá um sentimento diferente, o que me faz trazer algo novo para a minha arte toda hora.

Com as minhas ilustrações na maioria das vezes eu pego um lápis e tento e começo por um ponto de vista inocente, através dos olhos de uma criança. Eu nunca parei de fazer isso e eu acho que é bem visível no meu trabalho. Eu sempre tento me divertir com o que eu faço e, de alguma maneira, fazer parte disso. Meus trabalhos sempre carregam o sentimento que eu tive no momento que estava fazendo eles.

Eu não posso me definir. Eu acho isso uma coisa muito complexa de fazer mas o que eu sei é que eu sou uma pessoa muito próxima, divertida e algumas vezes um pouco louca! Talvez seja daí que a personalidade dos meus personagens venha; eles sempre tem um aspecto carinhoso e são bons de se olhar mas eles também são bastante bizarros. Essa é a mistura do meu trabalho! E quanto ao graffiti de letras, quando eu comecei eu fiz algumas letras, mas eu achei que não era o que eu gostava mais. Eu não sou um escritor, sou somente um ilustrador que pinta em cada meio que eu posso.

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Eu tento desenvolver meu trabalho em todos os campos que eu posso: ilustração, publicidade, animação, design gráfico, pintura em murais, etc. Eu nunca estou perto o bastante de algo especifico e gosto de novos desafios. Hoje eu estou muito interessado em publicar livros, e além de outras coisas eu estou tentando mudar para ilustrações de crianças. Eu acho o desenvolvimento da imaginação e o que pode ser acordado em uma criança muito interessante.

Ano que vem minha primeira história ilustrada será publicada na Bélgica. Eu tive a sorte de passar um período de tempo na Bélgica, e isso me ajudou bastante a enriquecer minha visão na ilustração. Eu gosto tanto de trabalhar no estúdio quanto na rua. Há tempos em que o estúdio me permite alcançar meus objetivos que não consigo alcançar nas paredes e algumas vezes o contrário.

Quando eu comecei minha carreira na ilustração eu descobri um pintor flamengo, que me deu uma ótima sensação de liberdade, detalhe e imaginação: Hieronymous Bosch. Eu fiz um trabalho na escola inspirado pelo Bosch que eu gostei muito. Eu adoro criar histórias baseadas nos meus próprios sonhos e eventos do dia-a-dia, misturando fato e ficção, com um toque de surrealismo burlesco e amor ao mesmo tempo.

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Quanto ao futuro? Eu realmente não sei onde vou com tudo isso. Eu não gosto de perder tempo pensando sobre o que acontecerá amanhã; Eu prefiro pensar sobre o que estou fazendo no exato momento. Eu estou aberto a qualquer coisa. Eu tento apreciar o que tenho, e se eu posso viver disso, melhor.

No momento novas possibilidades estão se abrindo e eu estou levando meu trabalho para novas áreas. Logo logo eu pularei para os Estados Unidos para novas oportunidades. Eu tenho muitas exibições e estou trabalhando em um projeto de filme em Barcelona; minha primeira história ilustrada será lançada jaja. Veremos o que acontecerá amanhã!

Referências

Interview by Global Street Art, who are crowd-funding a beautiful street art book with Unbound, featuring amazing photos, interviews and articles from all over the World.

Parceria de conteúdo com Global Street Art book

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