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Leandro Demetrius
São Paulo, SP

Confira mais trabalhos aqui.

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[Zupi] Qual a sua formação e trajetória no mercado?

Sou formado em técnico de Design Gráfico e cursei até o 4º semestre de Design Digital na faculdade. Iniciei no campo do design bem antes de me especializar. Sempre adorei criar, e isso me fez entrar na única área que permitisse aplicar tudo o que eu adorava fazer. Minha experiência no mercado ainda é curta, mas já me sinto orgulhoso por ter trabalhado para ótimas empresas, entre elas destaco a Diesel e Editora Globo. Essa lista, se depender de mim, irá crescer em breve.

[Zupi] Quais são as suas fontes de inspiração?

Meu trabalho por incrível que pareça, é 90% leitura e 10% de criação. Costumo ler muito, sobre vários temas, e aplico tudo que leio em forma de ilustrações. Na parte estética sou bastante influenciado por profissionais como Chuck Anderson (Nopattern), Eduardo Recife, Tide Hellmeister e na leitura aprecio Robert Charroux.

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[Zupi] Existe algum traço pessoal ou elemento comum nos seus trabalhos? Qual/quais?

Existe! Em diversos deles podem ser identificadas algumas mensagens subliminares, textos ocultos etc… Nada de ultra-secreto, mas gosto de provocar o observador, transmitir mensagens e idéias pessoais de forma subjetiva e inspirar de alguma forma para que meus trabalhos façam as pessoas buscarem respostas para o que absorveram. De resto não existe nada comum, até porque não me prendo muito a um único estilo para me expressar.

[Zupi] Muitas vezes seus personagens são representados sem rostos e em meio a cenários brilhantes. Por quê?

A questão dos rostos por um lado é por causa do direito de imagem, pois utilizo imagens de revistas e livros e não posso expor explicitamente. De outro lado defendo a idéia de que tudo e todos sempre possuem algo oculto, e essa é uma forma de defender essa idéia. Os cenários e as luzes servem para enriquecer as ilustrações, atraem pela estética e transformam coisas simples em especiais.

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[Zupi] Quais técnicas você utiliza para dar vida às suas idéias?

Utilizo muito recorte de imagens, inserção de mensagens, texturas, frases que ajudam a transmitir assimilar a mensagem sobre determinado trabalho, muitas luzes e cores, exploro ao máximo todas as técnicas e elementos gráficos disponíveis.

[Zupi] Existe alguma mensagem em seus trabalhos?

Todos meus projetos possuem um conceito, porém me esforço em justamente transmiti-lo de forma subjetiva, quero provocar e induzir o observador a ler, buscar e descobrir por si mesmo a mensagem que tentei transmitir, dou apenas dicas. A mensagem o observador só encontra se quiser. Sou bastante curioso e é isso que me fez encontrar respostas para muitas coisas. Acredito que tudo o que é facilmente dado, é ignorado! “Knox om pax”.

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[Zupi] Como você analisa o processo criativo voltado para a realização de trabalhos autorais e profissionais? Há alguma diferença entre eles?

Considero o processo criativo a principal etapa de um projeto, seja autoral ou profissional. Um trabalho sem conceito não tem alma nem valor, é meramente estético. Particularmente sigo o mesmo procedimento antes de iniciar qualquer trabalho. Leio muito e busco referências para torná-lo atraente e poder conceituar.

[Zupi] Atualmente, o que você tem feito?

Trabalho numa empresa onde tenho bastante liberdade de criação e esporadicamente realizo projetos como free-lancer, além disso, continuo com meus projetos experimentais e exposições. Sou inquieto em todos os sentidos, nunca paro e acho que é isso que me faz evoluir.

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[Zupi] Qual a sua visão a respeito do mercado de arte hoje?

O mercado anda bem competitivo, porém profissionais bem qualificados e com idéias inovadoras tem seu lugar garantido. Eu particularmente sofri muito no início, tive que concorrer com muitos “micreiros”, mas me encontrei e hoje tudo flui. Acho que o experimentalismo está em alta, e isso serve de incentivo para que eu e muitos outros profissionais proponhamos novas idéias ao mundo.

[Zupi]  Quais são as dicas para quem está começando?
Ler, questionar, criar, inovar e expor, é o conselho que recebi quando comecei!

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