“Junto da Bosta do Meu Pai”, por Felipe Prado

Em seu curta, intitulado “Junto da Bosta de meu Pai”, o idealizador Felipe Prado faz uma reflexão profunda acerca de um ato tão corriqueiro quanto embaraçoso: defecar.  De maneira séria e com o vocabulário popular, o curta traz tanto imagens desenhadas quanto cenários reais.

Com a ajuda de amigos para a locução e trilha sonora, Felipe diz que o curta nasceu de um texto o qual escreveu na situação mais esperada: sentado no vaso sanitário. O texto tem um aspecto visceral, como se não tivesse sido escrito para ser engraçado, existe uma camada mais introspectiva e melancólica. “Não tentei ser engraçado, mas também não interferi qando as coisas começaram a tomar um rumo cômico”, conta.

Para ilustrar seu texto, com sua lente grande angular, Prado fotografou o banheiro de sua casa, e deu origem à foto que compõe o cenário. Além da foto, entram os desenhos das poses, a pintura digital dos desenhos, a filmagem de seus olhos e algumas coisas de motion graphics. Para o idealizador do projeto, as diferenças entre as técnicas é que tornam seu trabalho único: “gosto do fato e que essa mistura tenha ocorrido (…) tenho a teoria de que quando as técnicas se tornam confusas demais, elas se tornam invisíveis e tudo o que resta é trabalho desvinculado da linguagem formal da técnica”.

Realmente, é um jeito curioso de se refletir sobre um assunto que permite várias interpretações. Confira o vídeo!

 

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