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Jacqueline Steck é uma artista norte-americana que gosta, antes de tudo, de arte interativa. Seus trabalhos são baseados na recombinação das tecnologias que ela acha disponível e que podem ajudá-la a realizar suas ideias.

Assim, mergulha de cabeça nos estudos para poder aproveitar ao máximo os recursos disponíveis. Suas referências estão nas bases da cultura cyberpunk e em filmes como Hackers e Blade Runner.

Um dos trabalhos de Jacqueline está na II Mostra 3M de Arte Digital, que você pode conferir no Memorial da América Latina até o dia 3 de outubro. Conheça mais da artista na entrevista a seguir:

[Zupi] Qual foi seu primeiro contato com a arte interativa e experimental?

Primeiramente eu me atraía bastante pela estética da cultura cyberpunk. O futuro me parecia tão excitante e sedutor. E eu era uma jovem rebelde.

Quando estava no colegial, assisti ao filme Hackers e me apaixonei pela ideia de acabar com o sistema, criando minha própria realidade e me juntando a outros hackers, de modo que formássemos uma força revolucionária utilizando computação paralela e, claro, as roupas de Angelina Jolie. Além disso, quando vi Blade Runner, eu quis viver em um armazém junto com robôs autônomos e emocionais.

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Imagens e vídeo do projeto Look of Love, que está disponível na II Mostra 3M de Arte Digital

[Zupi] Em que momento você parou um pouco com a arte tradicional e começou a explorar a tecnologia nos seus trabalhos?

Quando estudei arte na faculdade, eu tendia totalmente à arte de instalação e gostava de pensar como eu poderia estendê-la a softwares.

Fui muito influenciada pelas animações de Han Hoogerbrugge, Eun-há, The Fancy e L’Faux de Milky Elephant, o site Jodi.org de Joshua Davis. Também sempre fui intrigada pela tecnologia por trás do Text Rain de Camille Utterback e a série de vídeos com painéis de led de Jim Campbell. A graduação na escola de Parsons, em Nova Iorque, foi parte da “missão” de como programar.

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Este é o Meowmania, um dos trabalhos do projeto “mania”.

[Zupi] Que caminhos você espera que a arte interativa siga nos próximos anos?

Eu acho que veremos muita coisa nova, com a emergência da reconfiguração e recombinação de tecnologias existentes. Conhecendo as ferramentas bem o suficiente, sabendo escolher e recombiná-las, nós geraremos novos modos de expressão. As possibilidades são inesgotáveis.

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Birdmania é outro site do projeto “mania”.

[Zupi] Descreva um pouco sobre o que você aprendeu com seus trabalhos experimentais Meowmania e Birdmania. Você planeja utilizar os conceitos destas peças em outros projetos?

Quando um site tem uma única função e os usuários a entendem rapidamente, é mais fácil de tornar-se um viral. Eu comecei a rotular esses sites como “mania”.

É um jeito fácil de introduzir novos trabalhos na série, pois os usuários já sabem o que esperar deles. A série “mania” é como um sistema open-ended, no qual eu posso adicionar mais e mais websites com o tempo.

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Estas imagens são do trabalho Hairway to Steven, um aplicativo para celulares de Jacqueline.

[Zupi] Você tem planos de desenvolver mais aplicativos para celulares, na linha de Hairway to Steven?

Eu vou liberar Hairway to Steven e Meowmania na App Store em breve. De qualquer jeito, eu provavelmente não continuarei criando aplicativos de celulares porque a audiência acaba sendo muito limitada e eu prefiro criar projetos em plataformas mais acessíveis. Meowmania teve pouca atenção quando estava na App Store, mas quando fiz uma versão em flash, de repente teve milhares de acessos e viralizou, o que me indicou que eu não estava atingindo o público que eu queria.

[Zupi] Quais referências você considera que foram essenciais para o desenvolvimento dos seus projetos?

Sou influenciada principalmente pelo design gráfico. Quando tenho um conceito ou uma ideia na cabeça, eu mergulho profundamente naquele tema até descobrir os recursos apropriados para fazer o que eu quero.

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Na Zen Box, Jacqueline oferece um espaço de meditação e fuga do estresse diário do trabalho.

[Zupi] Você tem algum conselho para os artistas que seguirão na sua linha artística?

Conecte-se com pessoas similares a você em todos os canais de comunicação (e-mail, Twitter, Facebook, Google+, etc.), vá a galerias, apareça em conferências, aceite oportunidades de viajar e exibir seu trabalho, viva em outros países, tome ácido, trabalhe e divirta-se bastante, faça piadas sobre a vida, a cultura e si mesmo.

Não tenha medo de não levar as coisas tão a sério, mas sempre trabalhe bastante. Coloque-se em situações inconfortáveis, nas quais você precise inventar uma saída. Faça promessas, vá atrás de tecnologias que te façam realizar algo que você nunca imaginou. E… Nunca pare de produzir.

O que você achou da entrevista? Veja mais sobre a artista aqui: Jacqueline Steck

Exposição: II Mostra 3M de Arte Digital

Quando: de 03 de setembro à 02 de outubro

Onde: Memorial da América Latina

Galeria Marta Traba – Av. Auro Soares de Moura Andrade,664, Barra Funda – São Paulo

Horário de Visitação: de terça a domingo das 9h às 18h

Quanto: Entrada Gratuita

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