Harajuku Lovers – Pixel Show 2014

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A moda urbana japonesa talvez seja uma das mais peculiares do mundo. Os principais focos dela são os grandes centros urbanos do Japão, como Tóquio e Nagoya. O bairro de Harajuku é extremamente conhecido por ser um dos principais focos da moda alternativa japonesa, juntamente com Shibuya e Shinjuku. Harajuku possui marcas representativas mas sua principal atração são os pedestres.

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O estilo das pessoas é singular e extremamente criativo 24 horas por dia, possuindo influência de punk, rock, gótico, hip hop, rockabilly, cyber punk, steam punk, basicamente ocidentais adaptados a cultura japonesa. No entanto também existem estilos próprios do Japão como Lolita, Gyaru, Shironuri, Mori Girl, Dolly Kei, Decora, Fairy kei, Visual Kei e cada dia novos estilos aparecem.
Tudo isso constitui uma mistura única em que a palavra de ordem é: experimentação.

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O grupo Harajuku Lovers atua desde 2009, com a reunião de amigos e amantes da moda urbana japonesa interessados em realizar atividades para difundir e esclarecer informações sobre essa moda tão nova e criativa. Todos os membros a tem como fonte de inspiração para seus estilos pessoais.

O grupo realiza desfiles, intervenções em eventos diversos, palestras e workshops para divulgar a moda urbana japonesa. O Harajuku Lovers é presença confirmada no Pixel Show 2014 como palestrantes no Sharp Talks e estarão desfilando por todo o evento!

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Conversamos com o grupo sobre a rotina deles! Confira!

Zupi: A mídia dita muitas regras de comportamento e estilos. Para vocês é um desaf​io fazer esse tributo a moda urbana japonesa no Brasil?  

HL: “A mídia dita sim muitas regras mas nós encaramos a moda japonesa como moda alternativa, ou seja, nos identificamos muito pouco com o padrão “mainstream”. Pessoas que aderem a esse tipo de moda normalmente já querem quebrar os padrões de alguma forma. Ela possui um apelo criativo e visual muito forte, portanto atrai os que procuram variar dessa moda mais regrada ou adicionar novos elementos a ela.

A busca por criar uma identidade própria também é mais importante do que agradar ao mundo mainstream (como em todo movimento alternativo). Quanto ao interesse da mídia ao assunto, o principal desafio é desassociar moda japonesa de “cosplay”. Por virem do mesmo país e ter o esteriótipo de “roupas coloridas” ambos acabam caindo na mesma categoria por aqui, o que é um completo equívoco. Seria algo como chamar um clubber ou um hippie de cosplayer, sabe? Moda alternativa é moda alternativa e cosplay é cosplay.

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Outro esteriótipo a ser quebrado é o de infantilização das pessoas que usam os estilos alternativos japoneses. Isso acontece principalmente com os mais fofos como Lolita, Fairy Kei, Decora, Aomoji. O fato de alguém se vestir assim não quer necessariamente dizer que ela tenha síndrome de Peter Pan ou seja extremamente imatura. O principal motivo é com certeza espalhar um pouco de alegria para si e para o mundo, além de curtir muito a temática de seu estilo (vitoriano para lolita, anos 80 para Fairy Kei, etc), não tem a ver com capacidade intelectual ou social mas sim com artística e criativa.

O Japão possui culturalmente uma apreciação geral pelo delicado, fofo (a cultura do “kawaii”), isso conflita com as idéias do Ocidente e está inserido também na moda do país. Para nós causa muita estranheza mas para eles é perfeitamente aceitável. Por que não se influenciar um pouco com uma sociedade diferente para agregar à nossa?”

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Zupi: Muitas de vocês criam suas próprias roupas. Como funciona esse processo criativo? É um estilo caro?

HL: Existem diversos estilos conhecidos das ruas japonesas e a cada dia nasce um novo. Os mais consolidados (Lolita, Gyaru, Visual Kei, Fairy Kei, entre outros) possuem marcas próprias e conceituadas no Japão. É possível importar essas roupas mas com o tramite todo de impostos e frete as peças chegam por aqui com quase o dobro de um valor que já não é barato, portanto é realmente complicado (exemplo: uma saia Lolita em torno dos R$370 chega aqui por R$670).

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Pessoas que gostam de adquirir roupas dessas marcas especialmente feitas para seu estilo dedicam muito dinheiro a isso. É possível adaptar peças vendidas aqui no Brasil para alguns estilos como o Mori Girl (inspirado na simplicidade das florestas, com não-sintéticos e cores da natureza) ou então Gyaru, (que segue tendências de moda um pouco mais mainstream lá no Japão), mas em  Lolita por exemplo, que possui peças exclusivas para definir o estilo, é preciso fazer sob medida se a pessoa não quiser importá-las.

Customização de roupas e acessórios também é uma prática comum entre o pessoal, já que ajuda a criar coisas diferentes do comum e utilizá-las na moda japonesa. (isso também é muito valorizado no Japão por trazer peças mais únicas à moda).”

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Zupi: Existem quantos integrantes no grupo? São só meninas ou homens também se interessam por essa cultura?

HL: Atualmente são 6 membros ativos (sendo 2 homens), mas sempre chamamos convidados que representam bem seus estilos para nos ajudar em atividades maiores. Já houve época em que éramos meio a meio em relação a mulher/homem no grupo. Existem sim homens que se interessam pela moda japonesa, principalmente no Visual Kei, mas cada estilo possui sua vertente masculina.”

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Zupi: Os integrantes são diversos? Trabalham em vários ramos? Várias faixas etárias?

HL: A faixa etária varia de 25 a 30 anos. Começamos a nos envolver com isso entre 19 a 24 anos. A profissão dos integrantes é diversa, temos 2 designers, 1 fotógrafa, 1 estilista, 1 bancário e 1 contadora. No final o que conta é o interesse em comum por uma forma de vestir um pouco mais elaborada e diferente, mesmo que seja apenas nos fins de semana.”

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Para saber mais sobre o Harajuku Lovers clique aqui e não perca a participação deles no maior evento de arte e criatividade da América Latina!

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A Zupi é a revista oficial do Pixel Show, o maior festival da América Latina de criatividade.

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