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Guilherme Marconi
Nova Friburgo – RJ

site: www.niwa.art.br

[Zupi] O que te levou a trabalhar como artista e designer?

Eu sempre desenhei desde de moleque, passava as tardes todas desenhando sem parar, era uma excelente diversão. Isso até os 16 anos, quando tive meu primeiro contato com ferramentas de desenvolvimento web e fiquei apaixonado por aquilo que estava conhecendo. Foi nesse momento que comecei me interresar e levar o design a finco. Acabei com o tempo tendo a oportunidade de atuar em outros seguimentos do design. Foi meio que acontecendo, uma coisa foi levando à outra e cada vez mais eu me encantava com o segmento.

[Zupi] Porque você decidiu abrir o seu próprio estúdio? E como você prospecta seus clientes?

A decisão de abrir meu próprio estúdio veio há um ano e meio, quando retornei com minhas ilustrações. Até então eu havia passado por pequenos studios da minha cidade atuando como webdesigner. Gostava do que eu fazia, mas achava que poderia explorar mais de mim mesmo se estivesse sozinho. Passei por uma fase como freelancer e decidi fundar o Niwa Studio, estou torcendo para que tudo dê certo.

Para a prospecção de clientes eu tenho um contato comercial, o Thiago Marconi, que por sinal é meu irmão. Além de bom contato, ele também é um excelente ilustrador, ele prospecta os clientes para o Niwa.

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[Zupi] E por falar em Niwa, conte como será o seu projeto, de mesmo nome.

O NIWA, além de ser o nome do meu estúdio, é também o nome do meu projeto de ilustrações experimentais. O projeto de ilustrações surgiu após uma conversa com um amigo designer Fábio Pontes, no qual discutíamos sobre a estética romântica, os ormanentos da art nouveau, entre outros movimentos artísticos. Dessa conversa veio a idéia de misturar alguns desses movimentos artísticos e fundí-los à estética oriental, do qual o resultado foi a seleção para compor o livro Z+.

A segunda fase do projeto é na verdade é uma busca por uma estética diferente das que eu tenho visto no desenho vetorial, tem uma grande influência da estética Gótica. Nessa fase eu deixei de lado os traços limpos e arredondados e parti para o traço à mão bem tremidos, deixei o medo de estar certo ou errado de lado e também o medo das críticas.

[Zupi] Qual atrativo principal você apontaria em seus trabalhos?

É dificil dizer algo possitivo em nosso próprio trabalho. Mas acho que o grande atrativo é realmente a influência oriental presente em quase tudo que eu faço. Também a preocupação com um bom equilíbrio de cores e os detalhes que eu tento sempre dar a cada ilustração. O mais importante é que eu gosto de ilustrar, sendo para uso profissional ou simplesmente experimental.

[Zupi] Você segue tendências visuais? Onde você procura e pesquisa suas referências?

Eu sempre procuro saber o que está em alta na moda, como as cores, o tipo de estampas e tudo mais. Isso acaba me ajudando a criar peças para os meus clientes que vão ser mais facilmente aceitas pelo publico. Em relação aos meus desenhos experimentais, eu procuro moviementos artísticos passados e tento fundí-los com movimentos atuais, sempre buscando criar um estilo pessoal, algo que seja meu, mas nem sempre isso é possivel porque ainda estou em busca de mim mesmo.

[Zupi] O que te inspira?

Um das grandes inspirações da minha arte é a minha namorada, ela é descendente de japoneses, por aí você já percebe de onde vem todo esse apego à estética oriental. Somado à isso, ela é estudante de pisicologia, e por causa disso acabei estudando muita Gestalt, Ótica e Semi Ótica e também Pisicologia das Cores. Um segundo fator importante é a cidade onde eu vivo, é uma cidade serrana e tem um natureza maravilhosa, com lugares fantásticos. Vale a pena conhecer, é um local lindo. Mas além desses fatores existe, lógico, a troca de idéias com
amigos e com outros designers, que sempre têm coisas novas a mostrar.

[Zupi] Existem artistas e profissionais que servem como impulsão na busca por novas idéias?

Lógico que sim. No seguimento de ilustração, eu sou fanático pelo trabalho de um artista da PopArt, Tom Wesselmann. Para as composições eu adoro a Drew Europeo. E a grande influência fica por conta dos brasileiros Nando Costa, Clarissa Tossin e Carolina Aborrage.

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[Zupi] Misturando tudo isso, como você define o seu estilo?

É dificil de definir meu estilo, porque ainda estou numa fase de experimentações em busca dele. Mas acho que irei carregar pelo resto da minha vida essa grande influência da estética oriental e a procupação com um bom equilibrio de cores.

[Zupi] Você acha que o design brasileiro em si tem um estilo próprio?

Acho que estamos caminhando para que o Brasil tenha um estilo próprio de design, ainda nos importamos muito com influências de fora, o que nos deixa às vezes sem identidade. Mas a tendência é esse quadro mudar e chegarmos em breve a possuir uma cara própria.

[Zupi] É necessário estudar para se tornar um bom profissional?

Sim é necessario, eu infelizmente ainda não possuo um diploma de faculdade. Mas estudo sempre, leio tudo o que posso, tento me manter atualizado e procuro sempre pôr tópicos que possam ser aplicadas ao meu trabalho. É uma eterna busca pelo saber, uma busca sem fim. Estudar nunca é demais.

[Zupi] Novos projetos em vista?
Sim. Já estou começando minha nova aventura. Até dezembro estarei com minha marca de camisas funcionando a todo vapor. Já vai ser uma boa pedida para presente de Natal! A idéia é atender aos consumidores que procuram por novidades, criar estampas baseadas no design experimental e nas novas manifestações artisticas que estamos vivendo hoje. A venda vai ser feita online para todo o Brasil.

[Zupi] Algum comentário final?
O último comentário: muito obrigado pela oportunidade!

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