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Global Street Art – Sipros

Quando eu estava andando por São Paulo eu notei as artes do Sipros, que, com cuidado, construiu personagens realísticos – o que é uma raridade em uma cidade repleta de diferentes estilos. Como e por que o estilo dele é tão diferente dos outros me intrigou. Com quase 30 anos e pintando desde a metade de sua vida sem nenhuma formação artística, a história de Sipros fica mais interessante a cada detalhe que você descobre sobre ela.

Procurando Sipros

Eu nasci em São Roque, uma cidade histórica dentro de São Paulo, Brasil. Eu gosto de desenhar desde que eu tinha cinco anos de idade, e a escola que eu freqüentava tinha muito graffiti, e, por isso, os via muito. Eu estava interessado em fazer meus próprios desenhos na rua com tinta spray; Eu comecei a pintar em 1977. SIPROS é um nome criado – Eu me identifiquei com esse nome; é um remédio para dar força ao realismo do graffiti nacional.

Eu geralmente pinto pessoas, mas nos dias atuais eu vario as faces para que possa ganhar cada vez mais detalhes. Se você se limitar você nunca vai aprender nada. Eu estou sempre aprendendo novas técnicas que fazem com que o meu trabalho fique mais real. Eu sempre tento evoluir!

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Eu desenvolvi a minha técnica pintando personagens cheios de blocos de cor; algumas vezes eu tentei quebrar a cor da pele. Gradualmente eu aprimorei os personagens que eu criei. Eu não tinha muito suporte ou conselhos para começar, mas, hoje, eu já vi muitos trabalhos do Tasso, Case, Belin, Alyssa Monks, Bonga e Akut. Eu também amo o trabalho de Ma’claim Bonga e El Mac.

Hoje em dia eu pinto paredes e também já pintei muitos trens. Já pintei canvases com tinta acrílica também, mas o que mais gosto é pintar com spray. Eu já participei em algumas exibições em São Paulo e tenho planos futuros de uma exibição solo, mas acredito que eu tenha que aprender a pintar mais: estou só começando minha carreira.

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Por que meu trabalho se destaca tanto? Bom, eu acredito que a evolução dos meus trabalhos surgiu da velocidade com que eu pinto – foi assim que eu aprendi os detalhes das minhas técnicas. As pessoas dizem que eu pinto rápido demais porque quando eu pinto eu não gosto de falar – eu só pinto!

O graffiti em São Paulo é bastante sobre indivíduos – há muito ego e também muita falsidade. O cara que pinta com você hoje pode ser quem vai falar mal de você amanhã. Infelizmente, a cultura aqui no Brasil é essa. Outros artistas que vocês deveriam olhar em São Paulo são o ED.Mun, Evol, Maumeks, Fedos, Bonga, Pycke, Mirage, Chambs, Vespa, Fear, e outros. Eu já pintei em alguns lugares fora de São Paulo e foi muito legal porque eu conheci outras pessoas que pintam, conheci outras culturas e aprendi com elas também.

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Eu acredito que deveríamos ser mais focados no nosso trabalho (graffiti) e menos na fofoca. Eu não sou o único que faz realismo e existem pessoas que são bem melhores do que eu nisso. Eu aprendi a sempre respeitar os outros e suas escolhas e nunca tirar o crédito de ninguém. Não importa o que os outros pensam ou falam, viva por você. Nós somos únicos e insubstituíveis. Agradeça a Deus por esse presente!

 

Referências:

Wellington Sipros

 

Parceria de conteúdo com Global Street Art book

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