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Gian Paolo La Barbera
São Paulo, Brasil

Confira mais trabalhos aqui.

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[Zupi] De onde vem seu estilo de ilustração? Quais são as suas fontes?

Música, capas de disco, arte pop dos anos sessenta e setenta principalmente.

[Zupi] Personalidades parecem ocupar uma parte importante do seu trabalho. Como você se sente criando essas caricaturas, ou releituras de pessoas famosas?

Como sempre fui apaixonado por música acho que essa ligação sempre foi bem natural nas escolhas dos temas e nas referências utilizadas em minhas ilustrações. Acho que eu me sinto mais próximo da música e desses artistas fazendo isso.

[Zupi] Como é o trabalho em revistas? Você acha que tem bastante liberdade ao fazer ilustrações para matérias?

Nem sempre. No Brasil, isso varia muito de revista para revista e dos diferentes profissionais que nelas trabalham. Alguns gostam de deixar o artista mais livre enquanto outros sentem necessidade de guiar o trabalho à sua maneira e ao estilo do meio para o qual eles trabalham. Mas isso é normal, não tenho grandes dificuldades quanto a isso pois acho que se estou no mercado às vezes também tenho de me adaptar a essa realidade.
Agora, falando sobre minha experiência com trabalhos para o exterior, acho que lá eles preferem que os artistas se expressem com mais liberdade e te chamam justamente pela opção de mostrar aquele determinado traço, estilo em seus meios.

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[Zupi] Você trabalha bem com a publicidade ou propositalmente mantém-se mais distante dela?

Trabalho muito bem. Publicitários, venham a mim!

[Zupi] Depois de retratar tantos músicos, como é criar capas e encartes de CDs? Quais as semelhanças e diferenças desses dois processos?

Acho que tenho muita afinidade com esse universo e sei traduzir bem o que o artista busca, daí­ a minha facilidade em fazer esse tipo de trabalho mesmo não utilizando ilustrações no conceito final. Por exemplo, fiz a capa do segundo álbum do Clube do Balanço e não utilizei nenhuma ilustração. Fiz a direção de arte e trabalhei apenas com fotos. Acho que como o meu mundo visual é impregnado por essas referências acabo tendo essa “facilidade”.
O Ed Motta por exemplo, me deu liberdade total pra fazer meu trabalho (capa do dvd “Ed Motta em Dvd”). Acho que ele confiou bastante até mesmo por ser um artista que gosta de estar envolvido com toda a produção de seu trabalho, da concepção da capa até toda a parte musical propriamente dita.

[Zupi] Você usa bastante nanquim e aquarela. Por quê?

Foram os primeiros materiais com os quais trabalhei e nunca mais os larguei…acho que não tenho uma explicação pra isso.

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[Zupi] Quais técnicas você, apesar de ver um resultado interessante, não utiliza?

Não sei dizer pelos outros, pois só vejo artistas sensacionais trabalhando por aí­ com as mais variadas técnicas. Mas eu gostaria de utilizar mais óleo, porque gosto muito. Já trabalhei algumas vezes, mas por ser um material de difícil secagem não é muito fácil de ser utilizado no tempo necessário para o mercado editorial.

[Zupi] Como é o trabalho do ilustrador hoje?

Acho que nosso trabalho poderia ser melhor remunerado e também acho que os profissionais do mercado editorial e de publicidade deveriam se arriscar mais em termos de criatividade. Talentos para isso não faltam, tem muita gente nova boa pronta pra mostrar o que sabe.

[Zupi] Você acha que os ilustradores brasileiros têm que buscar essa “brasilidade” no trabalho ou deixar ela se dissipar no resto de influências mundiais?

Não. Cada ilustrador tem de buscar o seu próprio universo, ser livre. Assim o trabalho fica mais interessante e tem alguma coisa a dizer.

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[Zupi] Quais as suas expectativas para seu trabalho, ou para a ilustração em geral no Brasil?

Pretendo conseguir competir com tanta gente boa que vejo por aí! smile
Acho que a ilustração no Brasil só tem melhorado, com artistas cada vez melhores.

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