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Felipe Guga
Rio de Janeiro, Brasil

Confira mais trabalhos aqui.

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[Zupi]Guga, como você define o seu estilo?

Prefiro não rotular nem definir, uma vez que meu estilo tem diversas influências e, dependendo do trabalho, sempre o adapto para uma determinada linguagem que satisfaz melhor as necessidades do produto/cliente. Sem contar que não definindo ele eu posso sempre agregar novas possibilidades e linguagens para o que eu já faço, aumentando, assim, o meu leque de escolhas, opções e de qual caminho seguir. Mas no geral posso afirmar que todos meus trabalhos são bem coloridos, alegres, com a proposta de colocar um pouco de humor nas ilustrações misturados com conceitos e mensagens. Ultimamente, tenho feito desenhos a mão livre pois é algo que eu considero peculiar e que dá personalidade ao meu trabalho.

[Zupi] Quais as técnicas que utiliza nos seus trabalhos?

Basicamente faço tudo usando apenas uma caneta naquim, que varia de 0.05 até 0.8, o scanner e o photoshop para finalizar tudo (cores, layout etc). Gosto muito de utilizar texturas como aguadas de nanquim, ecoline e pinceladas.

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[Zupi] As suas ilustrações carregam alguma mensagem ou proposta?

Com certeza, sempre tento passar alguma mensagem, inclusive acho que esse é um dos maiores papéis e desafios do bom design: passar mensagens que tenham sentido e significado para o maior número possível de pessoas. Não é à toa que escolhi trabalhar e cair de cabeça no “mundo” das estampas, por que nessa área eu tenho, dependendo do cliente, total liberdade de criação. Não consigo fazer só uma ilustração bonita e é isso, penso sempre em algum conceito, mensagem a ser passada. De preferência positiva, sem ser piegas, e bem humorada, sem ser babaca, boba.

[Zupi]Você acha que o conceito de transmitir idéias através das ilustrações deve existir em todos os trabalhos?

Não sei se é obrigatório, mas eu sempre tento fazer da ilustração algo além de um desenho bonito e bem resolvido. Sempre que desenvolvo uma ilustração eu tento agregar o maior número possível de informações para dar a ela uma riqueza maior.

[Zupi]Você prefere temas definidos ou livres?

O tema definido é, digamos, bacana no sentido de que você tem de ser criativo dentro de algo muito específico. Já o tema livre, permite colocar coisas mais pessoais o que para mim é muito interessante, porque vou sempre optar por fazer algo que eu goste ou tenha maior conhecimento do tema ou assunto.

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[Zupi] Quais são as fontes de inspiração?

A fonte de inspiração no fundo é tudo aquilo que mexe com os meus sentidos, visuais ou não, fazendo com que eu abra minha percepção para novas coisas. São os véus que vão se abrindo na nossa alma. Sou bastante influenciado e inspirado pelos meus melhores amigos, designers experimentais, pop art, cultura do it yousrself, filmes que tenham me tocado, seja visualmente ou pela história em si (todos do Kubrick, Tarantino). Também, não consigo fazer um trabalho sem estar escutando alguma música. Ouço desde Mile Davis até The Clash, de Björk a Hellacopters, cada um na sua hora mais apropriada.

[Zupi]Quais são as mídias mais utilizadas para a expressão do seu trabalho?

Amo desenhar para revistas, mas certamente a mídia mais explorada e que eu mais atuo é na moda, desenhando estampas para várias marcas de roupa do Brasil e outra lá de fora.

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[Zupi]Você sempre se interessou por ilustração? Quando se tornou profissional?

Desde criança rabiscava tudo que via pela frente, adorava as aulas de arte e desenho na escola, sempre me destaquei entre os demais. Acho que esse foi o primeiro indício de que o design e a ilustração seriam o caminho a trilhar pela vida. Outra coisa simbólica que aconteceu foi uma vez, com apenas 11 anos de idade, que eu fiz vários desenhos de personagens de um desenho animado da época e tirei xerox deles. Depois, sai vendendo para todos os colegas da classe, isso foi muito gratificante na época e pensar que meu primeiro dinheiro ganho veio de uma ilustração minha é bem interessante! (risos) Sou formado pela PUC há três anos e, desde então, tenho trabalhado profissionalmente, fazendo freelances pra diversos clientes.

[Zupi]Quais são as novidades para os próximos meses?

Estou finalizando a minha próxima coleção de camisetas que acontecerá no final de novembro aqui no Rio de Janeiro, em uma galeria de arte. Serão camisetas masculinas e femininas assinadas e numeradas, com uma tiragem de, no máximo, dez peças por estampa. O que tornando meu produto mais exclusivo e mais perto do que podemos chamar de arte. A idéia é valorizar a individualidade de cada um, mostrando para todos que é possível ter uma camiseta exclusiva, praticamente artesanal pagando o mesmo preço ou até mais barato que de uma marca grande, famosinha, onde todos são iguais, se vestem iguais.

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