Entrevista exclusiva com Antonio Komiyama

Antonio Komiyama é Ilustrador e Designer Gráfico e vive em Curitiba, Brasil. Trabalha e atende grandes agências de publicidade de dentro e de fora do país

, desenvolvendo ilustrações para companhas publicitárias. Em seu portfólio encontram-se peças desenvolvidas para clientes como: Nike, Banco do Brasil, Brinquedos Estrela, Danone, Kraft, Editora Abril entre outros. Suas ilustrações já foram expostas na W3 Gallery em Londres e publicadas na Revista Archive.

1. Quando e como você descobriu seu talento para ilustração digital? Quando era pequeno sempre estava desenhando, e com o passar do tempo o desejo de levar essa minha paixão a sério foi ficando cada vez mais forte. Fui percebendo que o desenho pelo desenho não era nada, precisava estudar e evoluir a minha arte. Assim comecei a estudar livros de anatomia, cores, praticando cada dia mais. Isso me ajudava a entender mais o que eu queria fazer. Mas sempre tive a vontade de criar, desenhar e aprender novas técnicas e processos. Acho que essa vontade de aprender é muito importante na nossa profissão.

2. Qual sua principal influência? Gosto muito dos trabalhos dos brasileiros, tem muita coisa boa por aqui, trabalhamos muito bem com as cores e formas. Sempre nos meus estudos fui aficcionado pelas geometrias perfeitas, rostos simétricos e anatomias clássicas. Acredito que para brincarmos com as formas, sejam elas humanas, geométricas ou naturais, precisamos entender elas. O processo de desconstrução da forma não é nada fácil, exige muito conhecimento, e acho muito bacana quem sabe fazer isso de maneira convincente e bem pensada. Por isso, quando vejo trabalhos com belas formas estilizadas e com muita harmonia eu logo guardo nos meus favoritos!

3. Qual a importância que você vê em publicações e projetos como os da Zupi na inspiração e incentivo dos chamados “novos criativos”? O artista vive de referência, não podemos negar isso. Para criarmos algo do nada, precisamos de repertório, isso não sai simplesmente da nossa cabeça, carregamos na nossa memória tudo que vimos e gostamos. Escritores, designers, ilustradores tem o seu repertório, uma lista de coisas que gostam e que não gostam. Carregamos um pouco da arte das pessoas que gostamos e admiramos. Isso dá um rumo para a criação, é o que diferencia um do outro. Ver publicações novas, participar de grupos de pessoas com o mesmo interesse, é muito importante para a nossa construção artística. Publicações como a da Zupi são como alimento, precisamos deles para criar esse “arquivo”, essa lista de referências. Ver materiais novos e observar o caminho é muito importante, tanto para os “novos criativos” quanto para quem já está há um tempo na caminhada, que por sinal não tem fim!

4. Como você vê o futuro do design gráfico/digital no Brasil? Trabalhei muito tempo criando materiais de design gráfico, como interfaces, logos e tudo mais. Hoje em dia eu faço mix disso tudo, entre ilustrações e peças de design. A grande mudança hoje é a aparição de novos materiais digitais, telas onde as pessoas buscam e colocam informações. Isso abre um leque de oportunidades, novas mídias que podemos inserir som, vídeo e uma infinidade de recursos. O mundo cada vez mais necessita de profissionais versáteis, que saibam de 3D, motion design, animação e música.

5. Qual dica você dá aos novos designers? Em primeiro lugar devemos conhecer bem as oportunidades que a profissão pode oferecer, escolha uma delas e foque, estude a fundo. Sempre cuide muito bem do seu portfólio, ele vai mostrar em qual nível você está. Se você não tiver a oportunidade de trabalhar para grandes marcas ou até de fazer aquele job legal no seu trabalho ou estágio, continue criando e faça no seu tempo livre as peças que você gostaria de ver na sua pasta. Devemos lembrar que a cada dia estamos construindo um pouco mais da nossa carreira e devemos sempre olhar para frente, focando onde queremos chegar.

Confira neste vídeo, um dos projetos de Antonio. Visite sua página e veja outros de seus trabalhos.

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