Entrevista com Pete Billington – Wolves in the Walls

Não é apenas um dos filmes de realidade virtual mais selecionados nos festivais deste ano, mas o primeiro segmento do WOLVES IN THE WALLS foi bem divulgado em 2018. Agora já podemos conferir a versão completa de seu capítulo 1. E nesse bate-papo com Pete Billington do Fable Studio, poderemos entender um pouco mais sobre suas histórias interativas, seres virtuais e muito mais.

Sobre o início do projeto

Basicamente, o projeto começou no Oculus Story Studio quando estávamos terminando o HENRY . Enquanto trabalhava nisso, houve um breve momento de contato visual com o personagem principal, que foi a primeira vez que fizemos algo com interatividade e isso poderia funcionar com Wolves in the Walls. Foi algo muito poderoso e simples ver que uma história como essa poderia vir à vida. E isso nos deixou muito animados sobre a importância deste personagem. Então, essa foi nossa inspiração.

Contratamos muitos designers de jogos quando encontramos a propriedade Neil Gaiman e o projeto se tornou a adaptação de um livro infantil dele. Todas as peças certas estavam naquela história: uma garotinha, sons assustadores (era ótimo trabalhar com som), sendo uma espécie de história de detetive. Nós pensamos que procurar por coisas era um bom ponto para interações em realidade virtual.

… E o processo para torná-lo interativo

Nós tivemos essa ideia: filmar pessoas como se estivessem inseridas em um enorme jogo. Mas estávamos pensando de forma muito diferente. Porém um grupo pensava nos diálogos e o outro somente nas narrativas. Em algum momento nós paramos. Nós não poderíamos progredir porque estávamos apenas acreditando fortemente em nossa maneira de fazer as coisas. Então começamos a construir protótipos para ver onde estavam nossos erros, aprendemos muito tentando e fracassando, mas também combinando muitos mundos criativos para encontrar o caminho certo.

O segredo da interatividade e da realidade virtual é que os objetos contam histórias. Então você pode pegar um objeto e ver os arranhões ou a qualidade da superfície, onde ela está e o que você sabe sobre ela. Você pode colocar valor emocional nisso. E nós tivemos a Lucy.

A conexão com o personagem

Esta é a próxima evolução em minha mente. Quando falamos com alguém que experimentou WOLVES IN THE WALL, eles querem voltar para lá. A maioria das pessoas que sai dele não fala sobre realidade virtual. Eles falam sobre sentir a história, sua amizade com esta menina, conexões de infância. Então comecei a pensar sobre isso … É como conhecer o mundo do GAME OF THRONES depois de compartilhar 80 minutos com um personagem, ou 8 horas, 20 horas ao longo de tantos anos. Você começa a sentir as coisas, a ser ligado e responsável por esses personagens. Quando eles fazem algo inesperado, tem um impacto emocional. E acho que é porque nos parece muito pessoal.

É interessante pensar em um personagem que possa lembrar o que você fez e disse. É aqui que a história pode começar a se adaptar. No nosso caso, é o tipo de problema que gostamos de resolver.

Matéria original disponível em: https://xrmust.com/wolves-in-the-walls-pete-billington/

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