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Entrevista com João Montanaro

O chargista e ilustrador João Montanaro, com apenas 16 anos de idade, vem se destacando cada vez mais em sua área. Montanaro, que já trabalhou para grandes veículos como Le Monde Diplomatique Brasil, revista MAD, Folha de São Paulo, entre outros, nos contou um pouco sobre sua viagem à Alemanha e deu alguns conselhos para quem gostaria de começar a desenhar quadrinhos. Confira:

O artista estará ministrando um workshop de ilustração no Pixel Show 2014!

Com quantos anos você começou a desenhar?

Mais ou menos seis, sete anos…

Como e quando você começou a se interessar por desenhos? E pelos quadrinhos?

Comecei a me interessar por desenhos quando descobri que era péssimo no futebol, logo, precisa de alguma coisa para me mostrar para as menininhas da escola (quando se tem sete anos isso é muito importante). Os quadrinhos vieram quando meu pai, percebendo que sua cria curtia um desenho com narigões, me deu uma coleção de quadrinhos antigos. Percebi que poderia usar meu desenho para contar histórias.

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Quais são as suas principais influências?

Uh… Procuro ter uma por semana, hehehe. Mas as que eu acredito que sempre estão comigo é o Angeli, Laerte, Jean, Galvão, Glauco, Liniers, entre outros.

Nos conte um pouco sobre suas experiências de carreira tendo começado tão cedo. Como foi começar a trabalhar na Folha, Recreio

Puxa, o que eu fiz foi tentar mostrar meu trabalho para mais pessoas. Comecei a fuçar na internet tentando achar e-mails de cartunistas, ilustradores que eu curtia e mandava meus quadrinhos para eles. Depois de um tempo, algum deles me indicou para a Folha e o pessoal de lá curtiu, quanto a recreio, eu mandei meu portfólio pra lá e eles me chamaram para fazer umas tiras.

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Quais foram as principais dificuldades que você enfrentou até hoje?

Não sei se teve “dificuldades”… o que tem é uma dificuldade auto imposta por mim de que meu trabalho tem que falar por sí só, sem que liguem para a minha idade. Não quero receber trabalhos porque tenho 16 anos, quero receber trabalhos porque gostaram do meu trabalho.

 Você acha que seu desenho evoluiu? Se sim, em que aspectos?

Sim, acho que sim. Acho que agora estou me preocupando mais com a complexidade do desenho para certos trabalhos e minha pintura está muito melhor.

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Você usa alguma técnica?

 Só faço meu desenho à mão. Odeio ter que pintar no computador então tudo que eu faço é com nanquim, aquarela, bico de pena, pincel, guache, etc.

Conte-nos um pouco sobre sua viagem para a Alemanha.

Viajei para a Alemanha a convite do pessoal do instituto Goethe para um projeto entre cartunistas brasileiros e alemães. Cada um vai para um lugar do país e tem que fazer uma história de 10 páginas, depois vai virar um livro.

Tudo lá é bem diferente daqui, claro, mas gostei de ver como eles dão valor para a cultura. Todos estão lendo, indo no teatro, no museu, etc.

Mas me incomodou muito o quanto são meio frios em relação ao próximo.

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No Pixel Show 2012 você nos contou sobre uma crítica negativa que recebeu por causa de seu quadrinho “A Onda”, sobre o tsunami do Japão, que aconteceu em março de 2011. Você acha que as pessoas possuem certa dificuldade em separar ou entender quadrinhos críticos de quadrinhos engraçados?

É que todo mundo pensa que só porque o desenho é narigudo quer dizer que é uma piada… A charge pode ser as duas coisas, as pessoas têm que ter o bom senso de notar se aquilo tem aspiração de ser uma piada ou é apenas uma crítica em formato de quadrinhos. Se analisar apenas como piada, a charge do tsunami é incompreensível, mas ainda teve gente que achou graça nela…

Como você se inspira para ter ideias? E depois que as tem, como as desenvolve?

Bom, eu tento ler de tudo, vejo filmes, ouço músicas… Se eu apenas ler quadrinhos pra fazer quadrinhos, nada novo vai sair…

Creio que isso serve para qualquer atividade criativa. Agora, se quero ter as ideias tenho que sentar a bunda na cadeira, em frente à folha em branco e ficar pensando até sair alguma coisa. Não tem outro jeito…

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O que você busca retratar em seus quadrinhos?

Quero mostrar o que me vem na cabeça, pode ser uma crítica, uma piada tosca, apenas uma ilustração divertida – como as do Sempé. Não me privo de temas ou de maneiras de contar minhas coisas. Quero apenas que as pessoas gostem do trabalho.

Que conselhos você daria para quem quer começar a desenhar quadrinhos?

Não procure escolas de desenho, se desenvolva sozinho, tenha autocrítica – nunca o que você faz é tão bom quanto todo mundo diz – e, principalmente, muita cara de pau. Seu trabalho não vai andar sozinho até a mão das pessoas.

É a sua oportunidade de aprender com quem mais entende do assunto! Inscreva-se agora para os workshops do Pixel Show 2014!

Até 18 de setembro o investimento antecipado é de R$100,00

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Para conferir mais de João Montanaro, acesse: https://joaomontanaro.blogspot.com.br/

 

 

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