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Eduardo Kobra é um artista brasileiro. Começou sua carreira como pichador, depois tornou-se grafiteiro e hoje é chamado de muralista. É cada vez mais conhecido em todo o mundo.  Em setembro, entrou para o Guinness Word Records, ao realizar o Mural “Etnias – Todos Somos Um”, feito para os Jogos Olímpicos, com 2.646,34m², no Boulevard Olímpico, no Porto Maravilha, Rio de Janeiro. No dia 2 de outubro, entregou em Asmsterdã, Holanda, o mural “Let me be myself” (“Deixe-me ser eu mesma”), de 240m², onde retrata a menina Anne Frank, em NDSM-werf, na região norte de Amsterdã.

Kobra nasceu em 1976 em São Paulo e desde cedo começou a pintar nas ruas, principalmente no bairro do Campo Limpo, onde vivia. Sua notoriedade cresceu aos poucos, especialmente por conta do projeto Muro das Memórias, em São Paulo, no qual retrata cenas antigas da cidade. Além de sua cidade natal, várias outras cidades do Brasil e do mundo receberam sua arte.

Em entrevista, Eduardo Kobra responde algumas de nossas perguntas.

Preparação do Artista Plastico Eduardo Kobra para o Mural no Porto Maravilha, Rio de Janeiro 13 07 2016 Paulo Mumia / Rio2016
Preparação do Artista Plastico Eduardo Kobra para o Mural no Porto Maravilha, Rio de Janeiro 13 07 2016 Paulo Mumia / Rio2016

Como você começou a se envolver com a arte?

Envolvi-me primeiro com meus cadernos de desenho aos oito anos de idade. Aos 12 comecei com a pichação. Só após muitos anos é que entrei pela primeira vez em galerias e museus. Tenho uma origem humilde. Meu pai estudou pouco e minha mãe sempre foi dona de casa. Mas como sou auditada, aprendi muito lendo, observando, ouvindo as pessoas, vendo as obras de grandes artistas da história da arte, entre eles os de arte urbana.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]

A disciplina de arte na escola te influenciou?
Fui um aluno displicente no colégio. Tive pouco contato, mas quando o tema era desenho, pintura ou algo assim, as minhas emoções afloravam. De alguma forma aquilo me tocava e me movia. Atualmente percebo que essa paixão e total envolvimento com a arte acompanhou-me desde sempre.

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Como funciona a ocupação do espaço público compartilhando com outros artistas para que nenhum trabalho fique prejudicado? Até onde vai a liberdade de cada artista?
A cidade é democrática! Costumo dizer que as ruas podem ser consideradas a principal galeria de arte do mundo. Há trabalhos diferentes uns dos outros, universos únicos, histórias pessoais, muitas vezes de superação, únicas. Cada desenho ou obra feita nas ruas vem de todo esse contexto e pode ser apreciada ou mesmo desvendada em seus detalhes. Acredito que para conviver harmonicamente nas ruas é preciso respeitar as diferenças e celebrar que a cada dia novos artistas surgem dos lugares mais inusitados. A liberdade de cada artista está justamente no respeito ao próximo.

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Foto: Gontof Comunicações

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Suas obras são realizadas em espaços públicos. Além desses lugares, em quais espaços você realiza intervenções com a Arte Urbana?

Tenho o privilégio de ocupar as ruas, de ter um trabalho genuíno nascido nas ruas, na periferia da cidade, dentro da cultura hip-hop. Valorizo demais isso e é o que pretendo continuar fazendo até o último dia de vida. Por mais que atualmente meu trabalho ocupe outros suportes e espaços, como museus e galerias, meus esforços estão totalmente focados em pintar nas ruas. É a minha grande paixão.

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Além do trabalho da arte urbana, tem alguns projetos paralelos ou guardados?

Tenho alguns projetos em tela. Pretendo, claro, fazer novas exposições com esse material e com novas telas que ainda pintarei. Mas é um projeto que levo paralelamente. Como disse, não é meu objetivo hoje. Fiz há dois anos em Roma a minha primeira exposição internacional individual, intitulada “Olhares da paz”, que destacava nomes de várias pessoas que contribuíram para a paz mundial, como Malala Yousafzai, Nelson Mandela, Martin Luther King, Dalai Lama, Mahatma Gandhi, Madre Teresa de Calcutá e John Lennon.

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Foto: Gontof Comunicações[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]

Para descontrair. Você tem alguma história engraçada ou curiosa que aconteceu contigo durante seu trabalho?

Na Copa do Mundo de 1994, eu estava pintando um muro na cidade de São Paulo quando os policiais me pararam. Solicitaram que eu mostrasse a autorização para pintar (em minhas obras, sempre peço autorização antes). Depois de muita conversa, acabaram levando-me para a delegacia. Chegando lá, todos estavam assistindo o jogo Brasil e Holanda. O delegado disse para mim e outros dois artistas que estavam comigo: “Fiquem em pé, encostados na parede. Se o Brasil perder vocês ficarão presos no “xilindró”! Se o Brasil ganhar, serão liberados”. Sou corintiano, porém não ligo muito para futebol. Mas nesse dia, eu torci muito, gritei e vibrei como se fosse um torcedor fanático. O delegado espantado pensou que eu adorava futebol. Nem imaginava que eu torcia é pela minha liberdade. Conclusão: o Brasil ganhou de 3×2 da Holanda e fomos libertados, em meio a muita festa.

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