Depois de Zara Hadid, nada foi igual

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Faleceu na manhã desta quinta-feira, dia 31, a multipremiada Zaha Hadid. A arquiteta iraquiana estava internada em Miami, para tratar de uma bronquite, e sofreu uma parada cardíaca. A morte de Zaha representa uma perda imensurável para o mundo da arquitetura que, nos últimos 30 anos, a viu executar projetos icônicos que, não apenas revolucionaram a arquitetura contemporânea, como abriram um espaço sem precedentes para que as mulheres ganhassem força no segmento.

Responsável por projetos desafiadores como “The Peak” (Hong Kong, 1983), Kurfürstendamm (Berlim, 1986), Ópera Cardiff (País de Gales, 1994), Centro Aquático das Olímpiadas de Londres (Inglaterra, 2012), Estação Ferroviária de Nápoles (Itália, 2013), Messner Moutain Museum (Itália, 2015) e 1000 Museum (Miami, previsão 2017), Zaha foi a primeira mulher a receber o Prêmio Pritzker, maior reconhecimento de sua área. No mês passado, a arquiteta havia rompido mais uma barreira, tendo sido a primeira mulher a receber a Medalha de Ouro do British Architects Gold Medal, a maior distinção da arquitetura do Reino Unido. O pioneirismo, aliás, sempre acompanhou Zaha, não apenas nas premiações, mas em sua maneira peculiar e vanguardista de trabalhar. Os traços intrigantes de seus projetos – que muitas vezes contemplavam as formas femininas, contrapondo-se a um mundo por vezes tão fálico – marcaram em definitivo a história da arquitetura. “Zaha foi uma grande arquiteta da contemporaneidade. Única, com projetos desafiadores, com expressividade incrível e impactante. Com projetos pelo mundo todo, ela incitava, por meio da arquitetura, o diálogo entre o homem e a cidade. A arquitetura perde uma de suas grandes representantes e com apenas 65 anos, ainda com uma capacidade de produção gigantesca”, lamenta a arquiteta Estela Netto.

A arquiteta Nathália Otoni, do escritório Óbvio Arquitetura, faz coro. “Recebi com muito susto e com muito pesar a notícia da morte de Zaha Hadid, que é uma grande referência para a gente. Numa área dominada por homens, Zaha mostrou o valor da mulher arquiteta em obras dignas de arte, com formas e beleza que conquistaram o mundo inteiro. Hoje é realmente um dia muito triste para a arquitetura”, encerra.

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