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Daniel Semanas
São Paulo, Brasil

Confira mais trabalhos aqui.

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[Zupi] Qual é a sua formação?

Sou recém formado, Bacharelado em Design com Habilitação em Comunicação Visual.

[Zupi] Você acredita que é necessário estudar para se tornar um bom profissional na área de design?

Acho que sim, não apenas nas aulas, mas pelo ambiente acadêmico. Me lembro que quando entrei na faculdade só desenhava anime/mangá. Logo no primeiro dia de aula conheci pessoas que desenhavam incrivelmente bem, conheci vários tipos de traços diferentes, o que me fez mudar totalmente meu estilo. Para mim a convivência com os alunos e professores já valeu a pena.

[Zupi] Como entrou na área de design gráfico?

Desde pequeno eu costumava desenhar bastante, acabei entrando para o design gráfico por que era o que mais se aproximava da parte de ilustração. Sem contar a influência do meu irmão que me puxou bastante pra esse lado.

[Zupi] Qual é a sua formação?

Comecei a desenhar logo que bombou a febre do anime. Aprendi a animar no flash justamente para conseguir fazer meus próprios animes, foi quando surgiu o Noframe studio. Produzi uma série de animações vetoriais no estilo mangá e cartoon. Quando entrei na faculdade, olhando os trabalhos dos meus amigos, percebi que não valia a pena continuar com o mangá, fiz minha ultima animação para o Noframe (Between Love & Hate). Num dia terrível, meu computador resolveu apagar todas as minhas animações, o que na hora foi um desastre, mas depois me motivou a criar minha mais nova animação chamada ” Allamanda “, que deixou de ser Noframe para ser assinada como Daniel Semanas.

Durante o período universitário, trabalhei com animação para o site “o guia dos curiosos”, estagiei em algumas agências de design, e também criei uma marca de roupas chamada Wreal junto com a Baby-c ( flickr/babyc). Atualmente estou trabalhando como freelancer e a procura de um trabalho fixo com ilustração/animação.

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[Zupi] Quais as técnicas que utiliza nos seus trabalhos?

As técnicas são as mais simples, bitmap, lápis, nanquim e photoshop. Já para vetorizar, costumo usar o flash, tanto para ilustração quanto animação.

[Zupi] Você segue tendências visuais? Onde você busca suas referências? Quem te inspira?

Eu tento deixar as tendências de lado, embora seja difícil fugir delas. Gosto de pegar referencias nas tendências e adaptá-las em novos contextos( tipo os desenhos dos modernosos ) . Busco referencias em artistas como Jinyoung Shin, Vanya, James Jean, que são de outro mundo. Mas quem mais me inspira é meu irmão Danilo Rodrigues ( que por acaso já apareceu na revista zupi algumas vezes), definitivamente tenho muito a agradecer a ele.

[Zupi] Suas artes transmitem uma aparência de sonho. Como funciona o seu processo criativo?

Gosto de me colocar em situações que me forçam a aprender novas técnicas, no meu primeiro caderno de ilustração eu fazia questão de desenhar cada página com um estilo diferente, é uma forma de achar seu estilo próprio e aumentar o repertório. Ultimamente tenho tentado desenhar cenários naturais, o que até então nunca havia treinado.Quando eu ficar satisfeito com o resultado talvez comece a desenhar suricates ou algo parecido. Quanto aos desenhos parecerem um sonho, acaba sendo por consequência.

[Zupi] Você procura passar algum conceito através de seu traço, alguma mensagem específica?

Com meu traço talvez não, mas com os projetos pessoais sem dúvida. Faço questão de sempre buscar transmitir as coisas que aprendi durante o caminho, as vezes um desenho simples amarrado com uma mensagem sincera vale muito mais que o mais belo desenho vazio.

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[Zupi] Sobre os projetos pessoais, você acha que existe diferença entre o que é trabalho pessoal e o que é profissional?

Sem dúvida, acho que ambos tem um lado bom exclusivo. No caso do trampo profissional, somos obrigados a encarar situações que jamais faríamos por nós mesmos, mas que acabam em resultados tão bons quanto. Já nos projetos pessoais, temos a possibilidade de fazer o que bem entender, mas temos que lidar com o auto controle, que as vezes é muito mais difícil do que um chefe chato.

[Zupi] Você mantém projetos pessoais? Se sim, quais?

Sim, sim! Atualmente estou focado em dois grandes projetos pessoais. O primeiro é o Kid chameleon, um projeto musical que estou fazendo com a ajuda de um grande amigo meu. Trata-se de uma releitura de um game dos anos 90 do mesmo nome que eu sou fã incondicional. O segundo é sobre a influência da internet no comportamento da nova geração de adolescentes, é uma série de ilustrações de vários tipos de tribos que surgiram com a internet, por enquanto estou deixando o conceito em off para lançar quando estiver mais encaminhado.

[Zupi] Você acha que o design brasileiro em si tem um estilo próprio?

Acho que sim, essa nova geração de designers está mandando muito bem, o nome dos brasileiros está ganhando cada vez mais aceitação no exterior. Artistas como Grampá tem levantado bastante a moral do Brasil dentro do design.

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[Zupi] Qual a sua visão a respeito do mercado de design hoje?

Hoje especificamente o mercado está acompanhado a crise, digo por experiência própria, tem sido difícil arranjar um bom trabalho fixo, ainda mais quando tantos designers estão sendo demitidos. De qualquer forma sempre existe esperança.

[Zupi] Quais são as dicas para quem está entrando no mercado agora?

Posso dar um conselho muito clichê, mas que faz bastante sentido se pensarmos com carinho, sempre buscar ser quem você é, meu professor de desenho me disse uma vez algo que nunca vou me esquecer: “Mergulhe cada vez mais fundo naquilo que você é, naquilo que você é capaz de fazer. Por que a maior parte das pessoas, por insegurança, por medo, por querer que de certo, acabam se limitando a fazer o que todo mundo faz porque sabe que da certo,e abrindo mão do direito que elas tem , e que todo ser vivo tem… que é de buscar a auto- realização como individuo” (Ernesto Bonato ).

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