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Daniel Seagrave é um artista britânico nascido em 1971. Ele criou muitas capas de discos de muitas bandas de death metal, especialmente em 1990. A Zupi bateu um papo com o cara e você confere na íntegra!

 

Como você teve interesse por arte?

Não teve um momento definitivo ou um começo. Foi uma coisa que eu comecei a fazer desde muito cedo. Desenhar imagens. Sem dúvida é o mesmo para qualquer um que pensa visualmente. Eu sempre tive interesse em artes visuais em filmes, isto é, a concepção da produção., o conjunto de peças, os fundos foscos. Meu pai também tinha muitos livros de arte espalhados pela casa, assim, eu tinha algumas influências dentro da minha própria casa.

Fale um pouco sobre a sua técnica…

Bom, isso não veio de um livro ou de um  professor. Eu pinto de diferentes maneiras dependendo do meio que eu uso. Para ilustração eu uso acrílica e construo as imagens. Se eu faço pintura sobre tela como a série “bodywork”. Então é um trabalho muito agressivo. Nessa série, muita tinta jogada em torno da tela e isso tem que acontecer rapidamente para manter o ritmo da obra e do imediatismo do trabalho vivo. Em minha outra arte, é ao contrário, levo  de 3 a 5 meses para terminar cada trabalho. Portanto, não existe uma regra geral em meus trabalhos.

Como é a sua relação com a música?

Eu gusto de todos os tipos de música e tento escutar muitas bandas novas em Toronto. O mais recente foi Django Django de U.K. O próximo da minha lista é Tame Impala. Eu vou para estranhos shows de Metal. Mas eu não tenho me dedicado a qualquer música particular.

Como funciona o processo de fazer capas? Eu acredito que os músicos têm uma função muito importante nesse processo…

É sempre diferente, às vezes eu tenho liberdade e trabalho baseado no título do album, ou um tema geral. Às vezes  eu tenho uma breve e direção visual. Geralmente prefiro quando eu posso vir com ideias visuais, porque é essencialmente  o que eu posso oferecer como parte de minhas ilustração. Mas eu estou aberto a ideias e misturo isso se eu tenho comissões. É um desafio fazer isso interessante para mim e para quem vê a arte. Se eu não me importo muito sobre as ideias, então eu não estou pronto para fazer isso.

Qual é a sua capa preferida? E qual foi a mais difícil de fazer?

Eu não tenho uma capa preferida das que eu já fiz. Algumas são claramente melhores do que outras. Mas  tento não me preocupar com isso. Eu tento apenas fazer um bom trabalho da arte e então é finalizado, então passo para outro trabalho.  Não é bom para mim ficar preocupado com aquilo que eu já fializei.

O mais difícil para criar capas de álbuns são geralmente aqueles que eu não estava interessado o suficiente na ideia, ou em alguma outra coisa. Eu tenho que tomar cuidado para não pegar um trabalho que eu não me sinta bem porque então é uma luta para produzir arte. Se você não relaxar e o cliente for muito exigente eu realmente não consigo responder bem no processo criativo.

A capa do album que levou mais tempo para fazer e esforço foi o Effigy of the Forgotten da banda Suffocation.  Monte Conner da Roadrunner Records me perguntou há alguns anos atrás se eu preferiria ter essa pintura ou um carro? Eu respondi a pintura.

Você escuta qual tipo de música?

Todos os tipos, pop comercial, eletrônica, obscura, etc.

Você tem outros projetos futuros?

Estou trabalhando em uma série de pinturas chamada “the migrators”, onde as imagens de criaturas estranhas semelhantes a pássaros e insetos. Eu também estou terminando meu novo curta metragem, com 15 minutos de duração. É a história de alguém buscando uma nova terapia rapical, com o objetivo de enfrentar um futuro incerto obtendo alguns resultados estranhos e que será exibido em alguns festivais.

 

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