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Cultura, planejamento e arte de rua no bairro de Poblenou, Barcelona

O bairro de Poblenou era um importante distrito industrial no século XIX e, não por acaso, já foi conhecido como a “Manchester catalã”. No entanto, o bairro passou por diversas transformações ao longo dos últimos anos. Onde antes eram as fábricas e indústrias, no decorrer dos anos foram transformados em espaço a arte de rua, galerias de diferentes conceitos, salas de exposições, escritórios de trabalho, restaurantes e bares.

A virada” do bairro aconteceu no final da década de 1980, quando começaram as obras da vila olímpica — que abrigou as delegações de todo o mundo nos Jogos Olímpicos de 1992. Aliás, os Jogos foram muito importantes na revitalização não só de Poblenou, mas de toda Barcelona.

Planejamento — Criado há mais de 15 anos (e que ainda está em andamento), o projeto @22 foi idealizado para que Poblenou fosse um centro econômico novamente — aliado a novas ideias tecnológicas. Enquanto as instituições locais estavam mais interessadas em fábricas antigas, algumas empresas internacionais exigiram uma sede moderna com instalações tecnológicas, isso originou um contraste bem interessante no bairro.

No final, o projeto criará 4 milhões de metros quadrados de espaço construído, dos quais 3,2 milhões serão utilizados para atividades produtivas e 800 mil para habitação e serviços. Até agora, a regeneração começou em cerca de 68% das áreas industriais em Poblenou.

Arte de rua — Em termos de arte de rua e graffiti, Poblenou é um local popular devido a sua propensão de inúmeras paredes bem legais. Devido a isso, artistas do mundo inteiro sabem que, em Barcelona, suas artes sempre serão bem-vindas.

A área de Poblenou é bastante extensa, portanto, o legal é ir ao local sem muita pressa, como se fosse fazer uma caminhada mesmo — ou até mesmo em cima de uma bike. Uma das obras mais incríveis, localizada na rua “Carrer de la Selva de Mar”, é do artista cubano Jorge Rodríguez-Gerada.

Gerada mudou-se para Barcelona há 11 anos e, desde então, apaixonou-se pela cidade. Ele se aproximou da arte de rua quando ainda estava na faculdade, começando com alguns trabalhos nos outdoors da cidade de Nova York que visavam mudar a semiótica da cidade. Até que ele começou a desenhar nas paredes (deixando de lado o papel) seus retratos hiper-realistas em grandes escalas e nunca mais parou.

O Brasil também está bem representado na região catalã. Na Avenida Mare de Déu de Montserrat, há um mural do artista brasileiro Claudio Ethos retratando a arte surrealista. Usando uma paleta de cores mínima, Ethos retrata estados emocionais, como a luta urbana e a ansiedade através de seus personagens flexíveis e surrealistas, que são sempre um pouco deformados e meio esticados.

É bom ressaltar que a arte de rua é transitória, e que muitas das pinturas são substituídas com o passar dos anos, portanto, alguns murais que vemos nas fotos e vídeos, em geral, podem não estar mais em Poblenau.

Cultura e lazer —Um dos lugares mais legais do bairro é a Rambla Del Poblenou. O local oferece várias atrações para os turistas, pois há vários restaurantes, bares, cafés e pequenas lojas para aqueles que querem passear o dia em um ambiente descontraído. Entre os restaurantes, está o Monopol, que oferece ótima seleção de vinhos e boa comida com preços acessíveis.

Além de Poblenou, a cidade catalã é multicultural, há inúmeras atrações para diversos gostos artísticos, esportivos, musicais e muitos outros, que transcendem a belíssima arte de rua.

Moradores e visitantes de outros lugares, interessados especificamente em arte e cultura, também podem visitar o famoso Museu Picaso, ir à Fundação Antoni Taipès e também conhecer outros pontos de arte (menos conhecidos) bem legais.

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