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Conheça Rico Lins, designer autor da mostra “Marginais Heróis” e coordenador da comissão julgadora do Concurso do Cartaz do Prêmio Design 2016

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Rico Lins tem uma extensa carreira de atividades profissionais. O designer, diretor de arte, ilustrador e educador está com a exposição de cartazes “Marginais Heróis” no MCB, exposição que prõpoe investigar as linguagens visuais, o uso de tecnologias híbridas e as ações de preservação do patrimônio gráfico brasileiro. Rico Lins é também coordenador da comissão julgadora do Concurso do Cartaz do Prêmio Design. A Zupi conversou com ele sobre design e os eventos. Dá uma conferida na entrevista:

Fale um pouco sobre você e sua trajetória no design.

Eu sempre me interessei por imagens, sempre trabalhei com isso, desde garoto. Um dia descobri que existia um curso chamado comunicação visual e lá dentro existia o que se chamava design, foi assim que eu entrei em contato e comecei a trabalhar com o design e ilustração. Morei na França por 6 anos trabalhando como ilustrador designer. Posteriormente fiz um curso em Londres na área de design gráfico, depois de 2 anos fui contratado pela CBS Records, em Nova Iorque, onde morei por 8 anos e trabalhei 1 ano na área. Quando cheguei ao Brasil trabalhei 1 ano na W/Brasil como diretor de arte.O restante do tempo foi com atividades no meu estúdio pessoal que eu mantenho até hoje em São Paulo.

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Qual a importância do cartaz na comunicação e identidade visual? Como lidar com o design e o funcional? E dentro deste contexto qual é a importância do Concurso do cartaz no Prêmio Design?

No caso específico do Museu da Casa Brasileira, a realização de um cartaz é fundamental para a construção da identidade do Prêmio. Toda a comunicação é feita a partir da peça escolhida. Isso é uma coisa que se repete anualmente, então é uma construção da identidade como um todo, independente de cada ano ter uma versão diferente.

O design funcionalista têm uma visão muito mais linear do design no sentido que você deve ter uma organização do texto, do espaço, a legibilidade, uma série de coisas que conduzem a uma certa neutralidade, um design mais neutro. Sem muita presença, sem muita opinião. No caso de um cartaz, que é uma peça essencialmente de comunicação, você está lidando com outros elementos que dizem respeito à mídia, cultura e história. Então, mesmo que ainda tenha uma visão do funcionalismo em boa parte dos prêmios que são entregues aos produtos de design, o cartaz escapa um pouco disso, tem um discurso mais livre, pertencente mais à área da cultura e da comunicação.

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Como surgiu a ideia do projeto “Marginais Heróis”? Os cartazes foram pensados especialmente para a exposição? Como foi o processo de produção deles e quais os materiais utilizados?

A ideia do “Marginais Heróis” surgiu com uma exposição que eu fiz na França em 2005, onde eu reuni 50 anos de cartazes brasileiros, a exposição chamava-se “Brasil em Cartaz” e eu usei o mote do Helio Oiticia “Seja marginal, seja herói” para falar sobre o cartaz brasileiro, que é o marginal e ao mesmo tempo é o herói. Posteriormente, o Rafael Cardoso, que é um crítico de design, escritor, crítico de arte e curador, me convidou para uma exposição em Londres e lá eu resolvi montar uma instalação em que eu pegava somente a frase “Seja marginal, seja herói” em cima de fotos impressas em formato digital. Então eram fotos extraídas da internet impressas em formato grande  e em cima disso imprimi o LetterPress, impressão em madeira.

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Qual a importância do Concurso do Cartaz MCB para os profissionais das áreas criativas?

O Concurso é um dos poucos, senão o único, concurso anual que existe na área, mantém essa tradição e por isso tem uma importância. Ele tem uma função muito grande de preservação e manutenção do cartaz como meio de comunicação e atrai um público muito grande nas inscrições. Participammuitos designers, e dentro deles, também muitos designers jovens. É muito legal participar e é o único prêmio de design brasileiro que tem um concurso de cartazes. A importância do prêmio para os profissionais da área criativa é a possibilidade de, muitas vezes ingressar nessa área, o participante pode ficar lado a lado de outros participantes, e o MCB usa realmente o cartaz como peça de divulgação, o que é fundamental.

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Há quanto tempo está na comissão julgadora do Concurso do Cartaz MCB? Como foi participar das edições anteriores do concurso?

Já estive muitas vezes da comissão julgadora, algumas vezes como coordenador e as outras como participante. Eu sempre acho interessante a gente poder fazer um júri presencial, isso é importante porque muitos júris atualmente acontecem na internet e o presencial você discute, comenta com as pessoas sobre os cartazes. Iisso é importante como prática e troca de informação, inclusive entre os membros do júri, que é muito bacana participar.

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