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Conheça os artistas escolhidos para primeira residência artística no Red Bull Station

Na terça- feira, dia primeiro de novembro, será inaugurada a Red Bull Station, espaço que ocupará a antiga sub estação de distribuição de energia da Eletropaulo, desativada desde 2004. O prédio foi reformulado  para fomentar o desenvolvimento das artes, da música e das pessoas.

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Uma das ações que serão desenvolvidas no espaço é a residência artística, com curadoria de Paula Borghi. A proposta é que seis artistas trabalharão em ateliês individuais, onde originalmente funcionavam as salas de transformadores de energia, e poderão experimentar suas obras no espaço expositivo chamado de Galeria Transitória.

A primeira residência artística acontecerá de primeiro de novembro a seis de dezembro de 2013 e os artistas que participarão já foram escolhidos, levando em conta o grau de transcendência e excelência de suas produções. Após mais de 200 inscrições, o júri formado por Nancy Betts, Maria Monteiro e PaulaBorghi escolheram Ale Domingues, Chico Togni, Fabiana Faleiros, Thiago Honório, Raquel Uendi e Rodolpho Parigi para inaugurar o espaço.

Confira o resumo feito pela curadora Paula Borghi de cada um desses artistas.

CHICO TOGNI

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Apropriando-se de materiais já utilizados e na maioria das vezes encontrados na rua, Chico Togni produz com o que está a seu alcance. Cada resíduo pode ser assunto para um novo trabalho, em que caixas de papelão arquitetam guaritas de segurança, caixas de correio, aparelhos de ar-condicionado, trailers, máquinas e até mesmo “telas” para pintura. Sua produção não descrimina o entulho de materiais nobres, nem sua fragilidade e/ou capacidade de sustentação. O rústico do acabamento e o funcional do contemplativo refletem o lixo e o excesso da cidade simultaneamente caótica e adorável. Chico trabalha com opostos testando até onde se pode ir.

THIAGO HONÓRIO

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O trabalho de Thiago Honório percorre um trajeto que parte do desenho e chega ao objeto, em uma ação que expande a forma e comprime o espaço. Sua produção materializa corpos, lugares e formas, torna possível pintar com objetos, desenhar com contornos, marcar a silhueta e a pele que envolve tanto o cubo quanto o animal. Thiago cria paisagens com o simples ato de abrir caixas, e, quando as fecha, guarda a pintura dentro de si.

ALE DOMINGUES

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Com um histórico marcado pela experiência como cenógrafa de teatro, a produção de Ale Domingues se relaciona diretamente com a luz e o espaço. Ainda recente no panorama das artes visuais, Ale já apresenta resultados capazes de impressionar o espectador. Com uma pesquisa acerca da luz e do olhar, a artista cria desenhos espaciais e faz do feixe de luz a matéria que preenche o espaço. Sua obra seduz a visão em uma contemplação serena, leve e luminosa, como se aquecesse o ambiente.

RAQUEL UENDI

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Enquanto fotógrafos ampliam suas imagens em metacrilato, Raquel Uendi utiliza impressora caseira e papel sulfite. Suas fotografias, uma vez impressas, serão ainda recortadas e dobradas – dois gestos tão “simples” quanto os de Richard Serra em suas esculturas. Como consequência dessas ações, o trabalho de Uendi pode ser tanto compreendido como fotografia quanto escultura. Neste caso, diferenciar uma técnica da outra é quase impossível, pois ambas se relacionam através da mesma imagem, seja ela bidimensional, ou tridimensional.

RODOLPHO PARIGI

Reconhecido por suas pinturas, Rodolpho Parigi é um artista que transita por vários meios. Seja qual for o suporte, seu universo é tomado de perversão e beleza, tal qual a imagem que se faz do livro A história do olho de Georges Bataille. Sádica e sedutora, sua produção desperta o que temos de mais humano: o corpo e seus desejos. Se sua obra nos atrai de imediato, com um pouco mais de atenção ela nos repele. Em alguns casos, pode-se dizer que é possível sentir em sua obra o cheiro da flor abrindo e em um próximo instante o gosto da porra. Fazendo-nos de presa, Rodolpho nos embosca em um híbrido de forma e sensações.

FABIANA FALEIROS 

Para muitos, Fabiana Faleiros é uma artista irreverente, conhecida por fazer shows com megafone, desfilar para a marca “Daspu”, dançar até o chão e roubar as atenções independente do local em que se encontra. Porém, para além das artes visuais, Fabi Faleiros também é reconhecida como poeta contemporânea brasileira. Entre os perfis da artista, ainda se encontra o de doutoranda em Processos Artísticos Contemporâneos pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Apropriando-se do popular para sua criação artística e literária, Fabiana é ao mesmo tempo acadêmica e fanqueira, e sua personalidade multifacetada se reflete diretamente em sua produção. A linguagem é a problemática que guia a artista e ganha tons variados conforme o espaço que ocupa.

 

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Residência Artística

Quando: 01 de novembro a 06 de dezembro de 2013

Horário: terça a sábado, das 11h às 21h

Onde: Red Bull Station- Praça da Bandeira 137. Centro, São Paulo, SP.

Quanto: entrada gratuita