Conheça o projeto ‘Flores para os refugiados’

No final de outubro de 2015, movidas pelas imagens de crianças e adultos morrendo no mar tentando chegar à Europa, Kety e sua filha Gabi decidiram que precisavam ajudar. Foi assim que o envolvimento delas na crise de refugiados começou.

Elas passaram 45 dias, entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016, trabalhando no recebimento e acolhimento de milhares de pessoas que faziam a travessia entre a Turquia e Lesvos, a ilha grega que foi a linha de frente dessa tragédia humanitária, a maior desde o fim da Segunda Guerra.

Quando voltram para o Brasil, em fevereiro de 2016, perceberam que suas vidas haviam mudado para sempre. Gabi estava decidida a continuar trabalhando como voluntária e Katy criou um projeto para apoiá-la financeiramente.

O flores para os refugiados começou em abril de 2016 quando Katy foi para um farol perto de sua casa vender arranjos de flores em garrafas decoradas. Hoje ela vende de segunda a sábado na Casa Orgânica, supermercado recém-aberto na Vila Madalena, e  mãe e filha participam de feiras e eventos, o projeto virou um negócio e agora são dele. Gabi fica com 50% do lucro e usa 100% da parte dela para continuar trabalhando como voluntária. Ela saiu de Lesvos no fim de março deste ano, após completar seis meses de trabalho voluntário dividido em quatro temporadas desde 2015. Trabalhou dessa vez no campo de Pikpa, depois atuou na logística de doações em um depósito chamado Attika, e também se dedicou ao Mosaik, um centro cultural que integra refugiados, voluntários e moradores da ilha.

No dia 1° de abril, ela viajou para Belgrado para trabalhar com refugiados detidos na Sérvia desde o fechamento da Rota dos Balcãs. Ficou 10 dias ajudando dois grupos que distribuem chá e almoço a cerca de mil homens e menores desacompanhados que moravam em um galpão abandonado.

Ela voltou para casa em 26 de abril e ficará no Brasil por cerca de dois meses. Está vendendo flores com a mãe e dando palestras sobre a crise migratória e sua trajetória pessoal em escolas públicas, particulares, universidades e eventos. Em 2016, fez mais de 10 palestras em São Paulo e uma em Curitiba.

Dessa vez vai dar palestras para as mais diferentes plateias: tem encontros na FGV, numa sinagoga, em diferentes escolas, como o Santa Cruz, e em empresas. Será também uma das palestrantes da Virada Empreendedora. Em julho retoma o trabalho em Lesvos e, em dezembro, vai ajudar refugiados que estão no Líbano.

Em 2016 foi reconhecida internacionalmente quando a Commonwealth britânica lhe chamou de “jovem realizadora de mudanças” em um relatório sobre a juventude mundial.

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