Confira como foi o processo criativo da identidade visual do Pixel Show 2016.

A dupla de designers Marmota vs Milky foram os criativos por trás da identidade visual do Pixel Show 2016. O resultado ficou incrível e eles contaram um pouco sobre o processo de criação. Confira!

Como foi o processo criativo?

Quando fomos convidados para desenvolver a identidade do Pixel Show 2016 começamos com uma pesquisa para saber o que já tinha sido feito nos eventos anteriores. Na verdade, essa foi uma etapa fácil porque nós participamos do PS desde muito tempo, então temos muita coisa guardada que serviu como referência. Fora que de uns anos pra cá, participamos ativamente do evento com exposições de quadros e nosso workshop de lambe-lambe. Somando essas experiências ao material de referência nós construimos um repertório vasto de estilos e temas para incrementar o visual que criamos. Resumindo, nosso intuito foi conhecer o que já tinha sido feito para tentar fazer algo diferente, memorável e que tivesse nossa cara.

Vendo os materiais passados, percebemos que o Pixel Show ainda não tinha feito uma identidade voltada para os grupos de pessoas que o frequentam. Por isso, surgiu a vontade de representa-los e criar “avatares” para que todos se sentissem parte do evento, como nós nos sentimos agora. Por isso criamos personagens inspirados em 10 áreas criativas:

 

 

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 Os personagens têm um conceito parecido com o do Sandman e Deuses Americanos do Neil Gaiman. São a personificação de conceitos, neste caso, áreas criativas abordadas no Pixel Show. Também pensamos neles como uma “liga de heróis” que nos ajudam a criar e foram concebidos para serem diferentes em formas, cores e principalmente personalidade. Aí vai um detalhamento de cada um:

Música

Unicórnio inspirado no baterista do Sax in the Beats. Ele tem um estilo final dos anos 80 com o início dos anos 90. Musculoso como os brucutus de filmes de ação mas é animado, otimista e bem humorado.

Procrastinação

Preguiça que representa o estado da “procrastinação criativa”. Ela é como um amigo/parente inconveniente, mas companheiro e que está sempre presente. Como nesta tirinha. Usa atalhos para completar tarefas e faz de um jeito genial!

Design

Designer que vai pro Pixel Show em busca de contato com outros profissionais de criatividade. Enxerga as coisas de forma global e pragmática, por isso, usa o “X” como uma bola de cristal.

Tatuagem

Pin up e Suicide girl. Não é vulgar! Não está representado no desenho, mas ela tem uma personalidade forte, sarcástica e que desafia padrões.

Publicidade

É rápido pra falar, soltar ideias e usa um capacete na cabeça com um racho em formato de raio pra representar o “brainstorm”. Tem um estilo que gostamos de explicar com a soma skin head + irlandês + Ian Mcgregor em Trainspoting.

Estudante

Está sempre em busca de referências e coisas pra aprender. Ela foi inspirada (mas bem adaptada) no Marty Mcfly do De Volta para o Futuro 2.

Arte de Rua

Não chega a ser mudo, mas é um cara de poucas palavras. Deixa para se expressar e se comunicar através da arte de rua.

Fotografia

Máquina feita para documentar tudo. Curiosidades: se estica ou encolhe para pegar os melhores ângulos de tudo e muda a cor do olho sempre que quer enxergar com um filtro novo.

Moda

É um ser andrógeno inspirado na mistura da Tilda Swinton com a moda andrógina japonesa (onde as pessoas não receiam vestir coisas diferentes).

Animação

Inspirado em uma visão pessoal de como seria o Peter Jackson quando fez o Fome Animal. Provavelmente brincalhão, nerd e cheio de ideias malucas.

Qual foi o maior desafio durante o processo?

Foi um projeto gigante, que precisa de vários desdobramentos e aplicações. Por isso, consideramos que a maior dificuldade foi criar um visual que se adaptasse a diferentes mídias sem perder a identidade. Por isso, criamos uma peça conceito que carrega o “mood” da identidade onde precisar, mesmo sem a ajuda dos personagens.

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Essas manchas de tinta, materiais de desenho ou objetos relacionados aos personagens são o “turbilhão de criatividade”. Seria dessa bagunça visual que os personagens nasceriam, como no Big Bang. Esse foi um conceito que demorou para criarmos, mas depois que o fizemos, enriquecemos a identidade com elementos que serviriam para aplicação nas diversas peças requisitadas pelo evento. Mesmo porque sabíamos que não caberia colocar um personagem em todas as peças de divulgação.

O que mais gostaram do resultado final?

Apesar de termos nos esforçado muito para produzir todo material (e estarmos orgulhosos disso), o mais legal foi ver o desdobramento do nosso trabalho: A vinheta feita pelo Vitor Cervi, os materiais do evento feitos pela equipe da Zupi e toda interação das pessoas consumindo o evento que ajudamos a criar. Muitas vezes é difícil mensurar o resultado final e a real dimensão do trabalho realizado. Mas quando chegamos no evento e vimos o espaço todo tematizado com a nossa arte, as pessoas interagindo com as nossas ilustrações e exalando a alegria de estar ali no Pixel Show, isso foi mágico. Quando começamos o projeto tínhamos como objetivo de fazer algo diferente, memorável e que tivesse nossa cara. Acreditamos que alcançamos!

Você também pode acompanhar todos os projetos da dupla através das redes sociais Behance e Instagram e os preparativos para o Pixel Show 2017 já começaram Save the date: 21 e 22 de outubro!!

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