Cobertura Zupi na Casa de Criadores

Esse ano a Zupi foi cobrir a Casa de Criadores, o maior evento lançador de novos estilistas da moda brasileira. Essa edição Primavera/Verão 2016/17 rolou no Estúdio Quanta e contou com desfiles de Felipe Fanaia, Också, Igor Dadona, Fernando Cozendey e vários outros. Olha só:

HELOÍSA FARIA

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Abrindo o primeiro dia, Heloísa Faria se inspirou no livro místico e erótico “Mountain Ecstasy” que fala sobre sexo tântrico. O desfile segue em duas etapas: uma mais simbólica e praiana, com tons azul pastel e conchas e o outra mais terrosa, tendenciosa, com pele a mostra e muita leveza e sobreposições.

IAROCHESKI

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No seu desfile de estréia, Iarocheski mostrou uma moda masculina conceitual, assimétrica e bem trabalhada. Com cores sóbrias, as peças são ora fluídas e volumosas ora estruturadas e comerciais. Os headpieces complementaram os looks, que foram feitos em tecido orgânico.

MRTNS

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MRTNS mostrou uma festa selvagem na sua moda praia. O desfile teve 3 etapas: verde-bandeira, onça e folhagem, sempre com toques de dourado. Propondo um glamour pro beach wear, a coleção também oferece looks mais usáveis na areia e na piscina.

ROBER DOGNANI

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Rober Dognani trouxe um mix de Shakespeare com referências punk, trabalhando a dualidade e o conflito do dramaturgo, o estilista usou o preto e o branco, gerando um contraste.Peças conceituais com muito tecido e volume aparecem em meio do jeans e couro, que quase entram pro streetwear. A beleza dramática complementa o ar sinistro e gótico que Rober propôs pro verão 16/17.

DIEGO FÁVARO

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Com Diego Fávaro, o segundo dia começou com uma vibe motoqueiro com um toque fetichista conversando sempre com o estilo streetwear e sport do estilista. Seguindo a linha “no gender” as peças de Diego, por mais que não pareça, são super adaptáveis ao dia a dia, a assimetria da um charme.Preto é a cor da coleção, que na verdade é uma coleção de inverno pois a ideia é colocar na loja logo depois da passarela. Setas, estampas de GPS e contadores de velocidade aparecem fazendo as peças entrarem no universo motoqueiro Harley Davidson.

FELIPE FANAIA

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Felipe Fanaia nos mostrou o universo clubber das comunidades, os cybermanos dos anos 90 e início dos anos 2000 que usavam looks customizados e improvisados com referências do funk ostentação, gerando uma união desses dois mundos. Com formas retas e minimalistas e um shape oversized, as peças mesclam o feminino com masculino e alternam entre azul, vermelho, branco e preto, além do prata e já partiram pra Das Haus, loja em que o estilista vende suas peças. O desfile foi super descontraído e os modelos continuaram na passarela dançando após desfilar, criando o ambiente que o estilista trabalhou na coleção. Johnny Luxo, uma referência da cena clubber de São Paulo encerra o desfile.

RAFAEL CAETANO

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Com tons pastel e um ar 60’s, Rafael Caetano desfila sua nova coleção pensando na sensação de adrenalina. Drapeados, muitos mini-vestidos, recortes, aplicações e silhuetas retas, o desfile contou com uma variedade de materiais. A geometria também foi muito presente na coleção e conversou com os cortes retos das peças. O masculino foi um high-low, sempre com a parte superior mais elaborada acompanhado de shortinhos e leggings.

OCKSÅ

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O Också trouxe uma coleção intitulada “Piloto” que gira em torno da peça piloto (aquela peça que ainda vai sofrer alterações até chegar no produto final). A cor cru foi a cor da coleção, passando aquela idéia de inacabado, e exibe peças genderless, assimétricas e leves. Com um ar fresco e descontraído, a marca mostrou peças que podem ser confundidas com não-finalizadas, mas o conceito da marca é exatamente essa desconstrução chic bem pensada. As peças serão reutilizadas na próxima estação e viram com uma cara totalmente nova.

ELLIAS KALEB

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No terceiro dia, Ellias Kaleb (Projeto LAB) mostrou um mundo fantasia, parecendo faunos com galhos e plantas na cabeça, os modelos pareciam que viviam de alquimia na floresta. Preto e vermelho foram as cores principais. Vestidos fluídos, detalhes de renda e paetê, as peças entram no contexto no gender.

GABRIELAB

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A estréia de Gabrielab (Projeto LAB) chegou com tudo, mostrando um trabalho de tricô belíssimo, a estilista criou peças que pareciam asas de borboleta. Os babados conversavam com as peças de tricô, que levavam um mix de cores sólidas. A coleção ganhou um ar urban street com os sneakers e os bonés.

ISAAC SILVA

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Isaac Silva (Projeto LAB) veio celebrar a cultura negra futurista em sua coleção. Com casting diversificado entre cores e tamanhos diferentes, o estilista apresentou peças bem street com um perfume esportivo. A coleção é fresca e jovem, o limão e o rosa conversam perfeitamente com o preto. Destaque para o look final todo vermelho, bem Iansã urban.

WEIDER SILVEIRO

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Weider Silveiro mostrou com uma coleção minimal guarani, onde o indígena conversava com o hip hop. A trilha foi totalmente na batida do funk e a make corporal toda inspirada na cultura indígena. Todo esse mix resultou num streetwear quase minimalista elegante, com off-white sendo a cor da coleção, alguma peças ganharam detalhes vermelhos nas listras, penas e renda. O estilista apresentou um trabalho de tressê incrível, dando elegância a coleção mas logo quebrado pelos tênis brancos com meinha.

IGOR DADONA

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Igor Dadona trouxe uniformes colegiais de todo o mundo, principalmente do Japão, pra sua coleção. Trabalhando bem a moda genderless, o estilista brincou com os uniformes masculino e femininos, unindo-os de uma maneira incrível. O desfile ganhou uma atitude de rebeldia com a bolsa-livro de chifres, os bordados com miçangas e rostos rabiscados. O preto e o branco aparecem com força, mas deram lugar também pro vermelho e o floral.

ALE BRITO

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Ale Brito trouxe as artes marciais fashion, tudo apareceu bem sport. Shorts de muay thai, calças de jogging e quimonos de judô apareceram reinventados com aquela atitude “vai encarar?” dos modelos. A onda sport andou pra um lado mais japonês com os top de alças e calças com amarrações. Os jaquetões deram o ar de pós-treino.

CASA GERAÇÃO VIDIGAL

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Casa Geração Vidigal é uma escola localizada numa favela carioca e agora desfila na Casa de Criadores. O desfile mostrou trabalhos de diversos estilistas da casa, então vimos beachwear, activewear, sofisticado, teen e sustentável e cada segmento com auxilio de seu respectivo padrinho especialista na área.

FERNANDO COZENDEY

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Fernando Cozendey apresentou a Arca de Noé, uma coleção toda animal, todo tipo de animal. Os macacões e maiôs são suas marcas registradas, além da moda inesperada, e nessa coleção muitas peças viraram vestidos com franjas. Rato, girafa, coelho, morcego, perereca, cobra… todo animal teve sua peça própria e sempre com detalhes curiosos, como: a perna do macacão ser o pescoço da girafa ou a tromba do elefante, a orelha do coelho caída nos ombros, os chifres do touro nas mangas ou o bigodinho do ratinho em 3D bem na virilha.

KARIN FELLER

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Karin Feller propôs um passeio em sua mente durante um dia para sua coleção. O desfile começa com azul, começo do dia, referencia de viagens que a estilista fez e depois corre pro floral, flamingos e frutas. Representando o final da tarde, vem as listras laranja e a noite aparece estrelas e estampa geométrica (estampa de seu travesseiro). Vestidos frescos, macacões, saias, paletós… Tudo muito leve e sofisticado. Detalhe que todas estampas foram criadas por ela.

BEN

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A marca Ben mostrou uma coleção agênera total, com a temática “encanto infantil com o mundo”, o estilista desfilou peças sofisticadas com toques esportivos. Preto e branco, transparência chic e silhueta reta foi a proposta do estilista para o verão 16/17. O tema foi explorado nas releituras de uniforme de astronauta, na jaqueta college, estampas de circulo entrando também no streetwear. Destaque para os acessórios, e essa pochete? Incrível.

FÁBIA BERCSEK

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Encerrando essa edição, Fabia Bercsek mostrou o universo das roupas populares e baratinhas. Com um ar selvagem-grunge-quase punk, a coleção apareceu bem variada. Conjuntinhos bordados, calças justas fluo de cotton, estampa-lenço e blusinha de ombro caído, peças que são populares em mercados não-glamurosos, ganharam uma releitura da estilista. Assimetria, barras desfiadas, spikes, muitas cores… A coleção representa bem o Brasil na moda popular.

A camiseta e regata Fause Haten que usamos na Casa de Criadores foram disponibilizados pela UPPERBAG.

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