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Bruno Borges
Rio de Janeiro, Brasil

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[Zupi] Quando você percebeu que realmente tinha vocação para o design?

Vocação para as artes eu sempre tive, mas foi enquanto eu estudava Comunicação Social que vi realmente onde eu queria chegar. Àquela altura eu já tinha estagiado como jornalista e desistido dessa possibilidade. Decidindo por Publicidade e Propaganda, uma coisa não saía da minha cabeça: como eu conceberia peças de qualidade se não seria eu quem as faria? Nessa época eu já estava apaixonado por Comunicação Visual, então acabei desistindo e ir estudar Design Gráfico numa Federal.

[Zupi] Você tem um estúdio no qual trabalhe com outras pessoas ou você trabalha por conta própria?

Atualmente trabalho sozinho, mas isso vai mudar daqui a alguns meses.

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[Zupi] Sobre os projetos pessoais, você acha que existe diferença entre o que é trabalho pessoal e o que é profissional?

No meu caso as duas coisas se diferem bruscamente. Os trabalhos profissionais precisam atender aos interesses dos clientes, mesmo que eu tente aplicar ali alguma experimentação. Então acabam sofrendo uma certa formatação prévia, embora alguns clientes me dêem liberdade para criar. É quando eu preciso falar a língua do público-alvo e ser bastante claro. Ponto.
Com os trabalhos pessoais eu não tenho esse compromisso de dizer algo, mesmo que acabe dizendo ao final do processo. Meu compromisso é apenas com o prazer estético e com o experimentalismo. Se isso resulta em alguma diferenciação ou se dá um frescor maior aos trabalhos, é secundário.

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[Zupi] Como você começou a adquirir seus clientes? Existe diferença para hoje?

Como estudante, os clientes apareceram por conhecerem meu nome. Mas acredito que com muita gente seja assim: aparece um trabalho, você executa com profissionalismo, ele se destaca no mercado e os outros clientes aparecem. Tem sido assim, por enquanto.

[Zupi] De onde você extrai suas referências visuais? Existe algum artista inspirador?

Eu sou aficionado por experimentalismo. Praticamente todas as coisas que me chamam atenção e me incomodam no sentido de querer produzir mais, ou mesmo que eu considere como direção a ser seguida são experimentais e não têm nada a ver com o que eu tivesse visto antes. Há designers e artistas que eu admiro por terem implementado experimentalismo em seus trabalhos. Milton Glaser, Ed Fella, Stefan Sagmeister, Paul White…

[Zupi] Existe algum elemento que você aplique mais aos trabalhos?

A maioria dos meus trabalhos têm uma certa profundidade visual. Uso de elementos 3D, cores… Mas nos trabalhos que considero não-profissionais eu gosto de dar uma profundidade para a análise. Você pode olhar para alguma de minhas peças e considerar sem nexo, mas também pode ver uma carga grande de sentimento ali.

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[Zupi] O que o inspira?

Basicamente, o inesperado. O inesperado na produção artística é o que há de mais inspirador.

[Zupi] Você utiliza cores e elementos bastante brasileiros em seu trabalho. Seria uma tentativa de se ater às raízes culturais?

Durante algum tempo eu persegui, sim, essa identidade. Sempre fui muito influenciado por coisas não-brasileiras, chegou uma hora que senti a necessidade de buscar elementos na nossa cultura, que é realmente rica. Mas hoje em dia eu não tenho mais essa preocupação. Tento apresentar um diferencial não por fazer ‘Design Brasileiro’, mas por experimentar.

[Zupi] Há algum projeto novo que você possa nos contar?

Expandir o estúdio OIT8DOI2, onde eu desenvolvo meus trabalhos com Artes Visuais, Música Eletrônica e, agora, alguma coisa de Motion Graphics.

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