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Björk Digital é um mergulho sensorial que explora os limites do espaço-tempo

Eu sou uma grande fã o trabalho da Björk não só como cantora, mas principalmente como artista visual. Ao visitar a exposição no MIS, eu realmente não esperava vivenciar a intensidade da experiência que realmente é o Björk Digital.

A mostra foi muito bem pensada ao encaixar a realidade virtual como porta voz do universo complexo e profundo que vive na pessoa da Björk, seja como artista visual ou cantora.

A quem ainda não visitou a mostra, não vou dar muito spoiler porque acredito que essa primeira experiência, tal como se deu a minha, pode ser muito mais pura, intensa e única a cada pessoa.
Eu vou abrir aqui só uma frestinha: ao colocar os óculos VR e os fones de ouvido já na primeira sala, o personagem da Björk já começa a te envolver intensamente, e a experiência se desenvolve de tal forma que ao final da exposição é bem provável que você saia de lá se questionando sobre o que é mesmo real e o que não é, isso se você não sair enxugando algumas – ou muitas – lágrimas (já aproveita e leva um lencinho no bolso, só por precaução).

Andrew Thomas Huang

No primeiro andar, a exposição é dividida em quatro salas de experiências em VR e som com tecnologia de áudio 360°. A temática das salas expõe algumas das faixas do álbum Vulnicura (2015): Stonemilker, Black Lake, Mouth Mantra, Quicksand e Familye Notget.

“A realidade virtual não é apenas uma continuidade natural do videoclipe, mas tem um potencial dramatúrgico ainda mais íntimo, ideal para esta jornada emocional.” – Björk

Andrew Thomas Huang

Andrew Thomas Huang
Imagens: Andrew Thomas Huang

No segundo andar, você encontra as salas Biophilia e Cinema. A primeira, baseada no álbum Biophilia (2011), apresenta tablets com apps de música que incitam a interação e experimentação do público na composição de músicas e jogos sequenciais, segundo a sensibilidade da artista. A segunda sala é um cinema com puffs, onde é permitido permanecer por mais tempo e assistir a dezenas de clipes da cantora, tudo em alta definição.

Se você ainda não visitou a exposição, sugiro que compre o seu ingresso agora mesmo. A mostra se encerra no dia 18 de Agosto e o MIS já está vendendo seus últimos ingressos. Ressalto que a experiência é realmente única e memorável.

E se você já foi, conta pra gente lá no post do @pixelshow o que você achou da experiência.

“A Natureza é a nossa capela.” – Björk