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Nascido em Sergipe em 1909 e filho de negros católicos, Bispo cresceu cercado por diversas festas de origem cristã, que eram famosas em sua cidade. Nesse ambiente que celebrava as etnias, crenças e costumes, Bispo se acostumou com rituais, rosários, mandamentos, culpas e pecados. Bispo do Rosário acreditava ser “filho de Deus”, e se recusava a falar sobre suas origens. Dizia ser encarregado de uma missão divina, e, por isso, transformava materiais (sapatos, canecas, garrafas, botões) que eram dispensados no hospital psiquiátrico em que viveu por meio século recluso em resíduos míticos.

Após alistar-se na Escola de Aprendizes de Marinheiros de Sergipe e trabalhar como lavador de bondes da Viação Excelsior, Bispo vivenciou um Natal, em 1938, que parece ter sido “revelador”. Segundo ele, anjos teriam comunicado que ele havia sido eleito pelo Todo-Poderoso, e que sua missão era julgar os vivos e os mortos e recriar o mundo para o Juízo Final. Resolveu, então, sair pelas ruas para comunicar aos sacerdotes sobre sua vocação. Foi quando foi levado para o Manicômio Praia Vermelha e, um ano depois, transferido para a Colônia Juliano Moreira, onde vive durante anos internado sob o diagnóstico de esquizofrênico-paranóico.

Arthur Bispo do Rosário faleceu em 1989. Os exemplares de seus trabalhos já foram expostos em diversas exposições e museus e ele chegou até a representar o Brasil na Bienal de Veneza.

Confira alguns de seus trabalhos:

Fragmento da obra de Bispo do Rosário na 30ª Bienal de São Paulo (Foto: Raul Lisboa, 2012)

“Manto de Apresentação”, considerado o carro-chefe na obra de Arthur Bispo do Rosário

“Tabuleiro de Xadrez”, de Bispo do Rosário

“Carrossel”, madeira, tecido, cordas e cavalinhos em Orfa, de Bispo do Rosário, ano desconhecido

Arthur Bispo do Rosário vestido com seu “Manto de Apresentação”, que usaria no dia do Juízo Final

Face interna do “Manto de Apresentação”, de Bispo do Rosário

“Cestas e canecas coloridas, assemblage” em suporte de madeira e papelão, de Bispo do Rosário

“Cama de Romeu e Julieta”, madeira, tecido e colchão, de Bispo do Rosário

Fragmento da obra de Bispo do Rosário na 30ª Bienal de São Paulo (Foto: Raul Lisboa, 2012)

Fragmento da obra de Bispo do Rosário na 30ª Bienal de São Paulo (Foto: Raul Lisboa, 2012)

Fragmento da obra de Bispo do Rosário na 30ª Bienal de São Paulo (Foto: Raul Lisboa, 2012)

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