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Binho Martins
Americana, SP

Confira mais trabalhos aqui.

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[Zupi] Binho, como começou seu interesse pelas artes?

Meu primeiro contato foi no final do ano de 2004, quando comecei a reparar na arte urbana que ocupava minha cidade; dentro delas o graffiti, colagens, entre outras. Depois fui me envolvendo mais, conhecendo pessoas ligadas às artes e assim fui abrindo mais a minha cabeça para as artes.

[Zupi] Você não possui uma formação acadêmica em artes. Quais os prós e contras que enxerga em seu percurso autodidata?

A Arte começou em minha vida como um hobby, e foi logo na época da faculdade. Eu já tinha decidido fazer Comunicação Social/Publicidade e Propaganda, então nunca pensei em estudar artes. Depois, fui perceber que isso me ajudou muito, pois não fiquei limitado a teorias e técnicas acadêmicas; simplesmente fui fazendo o que me dava vontade. Acredito que isso só me fez desenvolver um trabalho com a minha cara.

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[Zupi] Você é do interior de São Paulo. Acredita que o fato de ter morado longe de grandes centros foi importante para a criação de obras ligadas à natureza?

Sim. Sempre fui muito ligado à natureza, e nunca tive vontade de morar em grandes centros. Morando em uma cidade do interior como Americana, você acaba tendo maior tranqüilidade no dia-a-dia e isso reflete no seu estado emocional. Através da natureza tento passar essa sensação.

[Zupi] Quando surgiu seu interesse pela arte indígena, e de que forma ela é representada em seus trabalhos?

Mais ou menos em 2007, queria desenvolver um trabalho mais detalhado com formas geométricas e em preto e branco, então fiz um desenho que tinha muito a ver com o visual de desenhos indígenas, e aquilo me levou para uma linha criativa na qual eu me sentia muito bem. Foi quando comecei a explorar mais as pinturas indígenas, desenhos corporais, cerâmicas, entre outros. Tudo isso me trouxe até o meu trabalho atual. Outra coisa é que os povos indígenas são muito ligados às crenças e isso hoje é de fato o meu maior foco.

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[Zupi] Ao contrário de muitos artistas, sua representação da fé bela e delicada. Como enxerga a religião? Você possui alguma?

A religião, acredito eu, é o nosso maior pilar de sustentação. Vivemos em um mundo onde o que mais existe são crenças de diferentes formas e conteúdos, e vejo isso de uma forma maravilhosa. O problema está nas pessoas que seguem essas crenças – não vou generalizar, mas a maioria delas não respeita o próximo e seus ideais. Acho que as pessoas deveriam simplesmente acreditar sem provar para ninguém o valor de suas crenças.
Sim, possuo a minha.

[Zupi] O que ou quem te inspira?

Pessoas, fé, liberdade, positivismos, o nosso interior e acima de tudo o meu “eu”.

[Zupi] Suas criações podem ser encontradas nas ruas, em tatuagens, roupas e telas. Qual suporte marcou o início de sua trajetória no mundo das artes? Atualmente, tem se dedicado mais a qual deles?
Comecei nas artes de rua especificamente no graffiti e colagem; depois fui buscar outros suportes. Hoje em dia me dedico mais a pinturas em telas, estou buscando um novo trabalho para depois levar para rua novamente (não quero terminar com ela hahahaha). A rua tem um poder muito grande e quero saber usar isso antes de sair jogando tinta na parede e sair falando que faço graffiti.

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[Zupi] Quais técnicas costuma utilizar para a criação de suas ilustrações?

Eu uso diversos materiais para pintar: Latex, spray, tinta acrílica, folha ouro, lápis 6B, entre outros. Não me prendo a nenhuma técnica especifica. Quando o trabalho é gráfico, utilizo Photoshop para finalizar.

[Zupi] O que significa ter paz de espírito, para você?

É você estar de bem com o seu “eu”, não se importar com ideais externos, seguir o seu caminho sem medo de errar. É você ser você.

[Zupi] Alguma mensagem final?

Nossa sombra é negra igual à de qualquer outro ser.

VALEW EQUIPE ZUPI !

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