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BASE-V
São Paulo, SP

Confira mais trabalhos aqui.

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[Zupi] O que levou à união de designers para a criação do projeto Base-V?

A idéia inicial foi de experimentar os formatos e conteúdos que podem ser apresentados em publicação gráfica impressa ou digital. Isso ocorreu primeiramente na forma impressa com a Revista V1 em 2002. O segundo evento importante foi a criação do site, o que realmente trouxe a abertura de uma troca de trabalhos de vários artistas de fora e daqui.

[Zupi] Como é essa relação de trabalho em grupo e no que consiste a Base-V?

Os rumos da arte aplicada que o grupo define tem forte relação com a idéia de coletivo no sentido mais literal da palavra, pois as idéias surgem e se modificam conforme o grupo propõe e desenvolve. A Base-V não é um estúdio tradicional com funcionários, é um coletivo que trabalha tanto com projetos comerciais quanto com projetos próprios.

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[Zupi] Quantas pessoa fazem parte da equipe?

Atualmente a Base-V é constituída por Danilo Oliveira, David Magila e Zansky. Contratamos somente de acordo com as necessidades que cada trabalho exige.

[Zupi] Qual atrativo principal dos trabalhos desenvolvidos por vocês, seja profissional ou artístico?

Não sabemos se há um atrativo no trabalhos que produzidos, mas o processo coletivo de trabalho é um atrativo para nós. É algo que não pode ser percebido ou sentido por aqueles que não fazem parte deste processo.

[Zupi] Vocês seguem tendências visuais?

É justamente com o intuito de fugir das tendências que a Base-V existe. As tendências são justamente algo já instituido, absorvido, tornado senso comum e seria incoerente de nossa parte como um auto-intitulado grupo de experimentação seguir alguma tendência. É claro que as tendências acabam influenciando, seja odiando ou adorando, elas servem de impulso para tentar produzir algo novo, algo que acrescente e não seja apenas mais do mesmo. Se por acaso algum “membro” segue uma tendência, ela acaba sumindo quando tudo se mistura. Procuramos sim, referências nos livros de arte, experimentação e design, arte de rua (graffiti, sticker, lambe-lambe), fanzines, as ruas de São Paulo e claro, muita Internet.

[Zupi] Existe algo que os inspira?

Inspiração? Enquanto se achar que arte e design são resultado de uma inspiração divina, os profissionais do mercado continuarão se achando semi-deuses. Inspiração não é trabalho.

[Zupi] No caso de busca por novas idéias, existem movimentos e artistas que servem de “mola propulsora”?

Claro, existem pessoas, grupos e movimentos que impulsionam a produção de qualquer ser humano que está envolvido com a criação, vai desde a música boa e ruim, os piores programas de tv, a publicidade, os filmes, o comércio popular, os grandes conglomerados urbanos, as artes plásticas, a arte de rua. Os exemplos são muitos: Hieronymus Bosch, Marcel Duchamp, Kazimir Malevitch, Alexsander Rodchenko, Moholy Nagi, Joseph Beuys, Jean-Luc Godard, Alfred Hitchcock, Saul Bass, Obey Giant, Banksy e muitos outros…

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[Zupi] Misturando tudo isso, como vocês definem o estilo Base-V?

Esse é o lema: “misturando tudo isso”. A Base-V não possui um estilo definido, pelo menos hoje. Trabalhamos a maior parte das vezes via Internet e usamos um processo parecido com a brincadeira de “escravos de Jó”, onde um começa com uma imagem e conceito e os outros interferem pondo e tirando elementos até tornar-se algo coerente. Quando isso não é possível devido a algum fator, um dos “membros” responde pelo grupo com um trabalho individual.

[Zupi] O design brasileiro em si tem um estilo próprio?

Não adianta querer instituir um “style from Brazil”. Parece algo forçado, se houver, deve surgir normalmente. Alguém sabe dizer se algum músico ficou discutindo a brasilidade ao criar o Samba ou a Bossa-nova? Nós não estamos preocupados com isso.

[Zupi] Há a necessidade de estudar para se tornar um bom profissional?

Estudar não torna ninguém um bom profissional se não tiver talento. Mas não adianta também só ter talento em frente a um mar de possibilidades. Os estudos servem justamente para orientar o aluno sobre as diferentes áreas de atuação, ensinar técnicas (se ensinar), refinar o olhar para os diversos aspectos envolvidos, proporcionar um mínimo repertório. Daí em diante vai contar o quanto se empenha para ser um bom profissional. Não adianta ter um super Mac, um mega PC ou um Silicon graphics, as últimas versões de programas, mil diplomas em “Mashachuxes” se não tem talento, criatividade e repertório para produzir algo que atenda às necessidades de um cliente e se possível que acrescente algo para outras pessoas.

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[Zupi] Novos projetos em vista?

Sempre! Seguir com projetos de publicações em serigrafia, como o BOX. Produção de trabalhos próprios e curadorias. E nosso novo empreendimento que é a loja Cachalote. Uma loja que é nosso “posto oficial de vendas” e que também oferece oportunidade para outros produtores. https://www.lojacachalote.com
Se houver alguém interessado em patrocinar algum de nossos projetos estamos aí.

[Zupi] Alguma mensagem final?

Don’t believe the hype.

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