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Em 2003, o fotógrafo Klaus Pichler conheceu um morador de rua idoso cujos antebraços eram cobertos por tatuagens – tatuagens de cadeia, como ficou explicado na ocasião. A partir desse encontro, o austíaco ficou curioso para conhecer mais sobre esses ornamentos, e foi assim que deu início à série Inked for Life: the world of prison tattoos.

Desde então, Pichler já fotografou e conversou com mais de 150 ex-detentos, e todo o material foi organizado no livro homônimo, programado para ser lançado no próximo mês, na Alemanha. Nele, o artista conversa com homens que estiveram presos durante os anos entre 1950 e 1980, período em que a simbologia da tatuagem de cadeia era mais forte do que hoje.

Veja abaixo as fotos e algumas citações dos entrevistados:

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“Tradicionalmente, tatuagens eram para as pessoas dos presídios; hoje em dia é moda em toda parte. (…) Todos que eram detidos por algum tempo acabavam fazendo algumas. Criminosos eram criminosos, e eles eram tatuados. Era isso. Nós éramos outsiders, e com nossas tatuagens prometíamos jamais voltar ao mainstream”.
Sr. L., 57

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“Se alguém era tatuado, as pessoas sabiam que tinha estado na prisão. Elas tinham na cabeça que tatuagem era sinônimo de criminalidade, especialmente quando se tratava da geração mais velha. Mas dava pra notar pelo modo como elas eram marcadas, e também havia figuras que só eram feitas na prisão. Três pontos entre o polegar e o indicador, cruzes, Che Guevara, um ponto na cara, teias de aranha, nomes de mulher ou cachos de uva. Todas essas eram tatuagens típicas da cadeia”.
Sr. V., 48

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“Não havia como impedir que os detentos se tatuassem; nem mesmo nos anos 70, quando tinta e agulhas eram proibidas. A gente fazia tudo sozinho. A cor era feita a partir de pedaços de borracha da sola de nossos sapatos, que eram queimados e cobertos com uma latinha para que a fuligem se fixasse no topo. Misturávamos a fuligem com pasta de dente ou xampu. A cor vermelha vinha da poeira de tijolos que raspávamos. Nossas agulhas eram geralmente clipes de metal, pedaços de arame ou cordas de guitarra”.
Sr. J., 54

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+ Informações:
Site: Klaus Pichler

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