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Artista usa lascas do muro de Berlim como background de suas ilustrações

Como tentativa de apagar os horrores causados pela construção do muro de Berlim, grafiteiros pintam, incessantemente, partes do muro que restaram, como o trecho que fica localizado no Mauer Park, no bairro de Prenzlauerberg.

Ali são depositados todo tipo de sentimentos, questionamentos e experimentações coloridas. Acontece que, de tempos em tempos, as camadas de tintas sobrepostas não suportam o peso e começam a despencar.

São esses pequenos pedaços do muro, carregados de história, que a artista brasileira Ligia Fascioni utiliza como fundo de suas ilustrações. “As lascas, além de histórias, carregam também uma infinidade de cores e texturas. Cada pedaço é único”, conta.

Entre tantas possibilidades de combinações, a artista faz recortes e colagens digitais que contrastam com a brutalidade do conceito que o muro transmite: abusa de fragmentos com cores vivas e exalta o poder feminino.

Assim como os grafiteiros, Ligia Fascioni tenta transformar em beleza uma pequena parte do que restou de uma época assombrosa. Pequena, mas cheia de significados.

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