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Artista baiana ilustra outdoors e movimenta debate sobre gênero

Luto em Outdoor é um dos projeto da artista baiana Talitha Andrade. A série LUTO nasceu 2012, com o objetivo de tensionar as estruturas políticas corruptas e chamar atenção daqueles que vivem a cidade de Salvador cotidianamente para as limitações e violências resultantes destas estruturas. Mas foi em 2013, durante as manifestações realizadas em meio à Copa das Confederações e com o aparecimento dos Black Blocs — a luta e o conflito — e do contato com as Marcha das Vadias, que a série foi ganhando consistência discursiva.

No decorrer dos anos, o LUTO foi se tornando mais literal, diminuindo também as possibilidades de interpretação difusa e tornando a mensagem mais explícita para aqueles que dialogam com os muros da cidade de Salvador. Assim é na guerrilha, na luta, na força de todo dia, na existência desses corpos desconstruídos: agora, as mulheres são protagonistas de suas próprias histórias.

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Durante 45 dias, a artista urbana ou artista de fachada, como prefere ser chamada, Talitha Andrade ocupou três outdoors de Salvador (na Calçada, avenida Tancredo Neves e Cabula) com questionamentos políticos acerca das questões de identidades de gênero, sexualidades, binariedades, machismo e sexismo, violências e demais opressões que atingem, especialmente, pessoas do gênero feminino. A ideia foi que os desenhos das mulheres/guerrilheiras/ abusadas e em Luto desenvolvessem narrativas que dariam origem a um stop motion ao final da série no ferry boat, enquanto Talitha mantinha ilustrações fixas nos outdoors da avenida Tancredo Neves e do Cabula.

A cada duas semanas, LUTO mudava de localidade, a fim de estabelecer um diálogo com a população soteropolitana e afetá-la sobre as pautas que seriam desenvolvidas. Para Talitha Andrade, a série representa mulheres feministas empoderadas, revelando os seus dramas e a sua luta cotidiana, o corpo exposto/revelado, a coletividade/sororidade e o rosto coberto em guerrilha. “É o momento de transcender a morte e ir em direção à vida, restaurando o seu lugar no mundo”, diz.

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