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Allyson Mellberg Taylor
Estados Unidos

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[Zupi] Allyson, conte sobre sua infância. Você sempre gostou de desenhar?  

Cresci na cidade de Racine, estado de Wisconsin, no interior do país. Minha mãe e meu pai tinham um estudio no sótão da nossa casa, logo cresci em volta de pessoas que faziam arte. Gostava de desenhar quando era criança, mas também gostava de trabalhar com argila (minha mãe era ceramista). Adorava desenhar meninas, gatos e os personagens de Star Wars junto com o meu irmão mais velho.

[Zupi] Você tem um diploma em artes? Acha que uma educação formal na área faz diferença?

Sou formada em Pintura e mestre em Arte. Adorava a escola, então frequentá-la fez diferença pra mim… mas não acho que você deva ter que ir à faculdade para ser um bom artista. Foi a melhor coisa para mim, cresci ao redor da arte e queria muito aprender novas mídias. Também precisava aprender sobre teoria crítica e história da arte.

[Zupi] Desde quando você desenha profissionalmente?

Comecei a fazer alguns trabalhos em ilustração durante meu primeiro ano de graduação, em 2002. O maior deles foi a capa para o disco Long Knives Drawn da banda Rainer Maria, o qual foi muito divertido.

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[Zupi] Seus desenhos são criados principalmente à mão, certo? Você também cria via computador? Como lida com esses dois métodos?

Tudo o que eu faço é à mão. Não tenho muito interesse em criar imagens digitais porque realmente amo desenhar manualmente e esse processo ainda não parece ultrapassado para mim! Uso o computador para documentar as artes e para fazer stencils. Vejo o computador apenas como uma ferramenta.

[Zupi] Apesar de humanos, seus personagens são muitas vezes representados de uma forma surreal. Fale sobre essa mistura de realidade e fantasia em seu trabalho.

Gosto de pensar que minhas figuras existem em um espaço neutro ou meditativo, entre a realidade e o sonho; um espaço onde seja possível se comunicar com a natureza e com os animais. Ao criar obras com pouca ou nenhuma paisagem crio um espaço com uma sensação de vazio, onde tudo é possível, onde pessoas, animais e objetos podem flutuar, levitar, falar uns com os outros e, felizmente, entender uns aos outros. Outra coisa é meu interesse por ficção científica – especialmente pelo uso de imagens fantásticas e surreais para descrever a condição humana.

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[Zupi] Alguns de seus personagens parecem doentes, ou com um olhar distante, o que dá a eles uma expressão de tristeza em alguns momentos. Essa é a sua intenção, ao representá-los?

As doenças vêm de pesquisas sobre produtos químicos tóxicos e de imaginar o que poderia acontecer se eles viessem à tona. Eu não faço minhas figuras tristes intencionalmente, mas acho que a tentativa de retratar um estado de meditação ou de pensamento provavelmente faz com que elas pareçam distantes ou perdidas em alguns momentos.

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[Zupi] O que te inspira?

A natureza! Plantas, animais, o oceano… explorações, cultivos e coletas que faço em minhas viagens para o mar na Virgínia e na Carolina do Norte; minha horta orgânica que fica nos fundos de casa. Trabalhar com o meu marido em nossos projetos e em nosso jardim. Também sou muito inspirada pela literatura fantástica. Adoro ficção científica antiga e sou totalmente obsecada por Doctor Who. Amo qualquer coisa escrita por Haruki Murakami. Artistas como Louise Bourgeois e Leonora Carrington também me inspiram.

[Zupi] Alguma mensagem final?

Trabalho muito em parceria com meu marido, Jeremy Taylor. Nossos materiais não são tóxicos, são sustentáveis e, sempre que possível, feitos à mão (e plantados em nossa horta, algumas vezes). Escrevemos muito sobre o nosso processo de criação e experimentos em nosso blog: www.allysonandjeremy.blogspot.com

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